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Viajar porque sim

Paixão por viagens, escrita e fotografia

Ter | 19.01.21

As ruínas das Termas de Radium

 

Na estrada para Sortelha, pouco antes de começarmos a subir por entre os impressionantes rochedos graníticos da Serra da Pena, entrevêem-se do lado esquerdo umas ruínas imponentes, que me prenderam a atenção logo da primeira vez que visitei a aldeia histórica. Na altura pouco ou nada se sabia sobre o local, e nem sequer estava marcado nos mapas, mas o meu fascínio por ruínas fez com que nunca me esquecesse da visão daquele grande edifício fantasmagórico no meio do arvoredo. Estive bastantes anos sem voltar à região, mas quando regressei tive obviamente de satisfazer a minha curiosidade e ir visitar estas ruínas – de que entretanto já tinha encontrado o nome: Hotel da Serra da Pena, mais conhecido por Termas de Radium.

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Que as voltas da Ciência são surpreendentes, não há qualquer dúvida. À medida que as descobertas científicas vão progredindo, desfazem-se velhos mitos e criam-se outros. O que hoje não presta pode no futuro passar a ser valioso, e o que é bom hoje, amanhã pode ser considerado um perigo. Esta é também a moral da história das ruínas das Termas de Radium.

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Quando Marie e Pierre Curie descobriram o rádio em 1898, este metal passou rapidamente a ser uma coqueluche da medicina. Acreditava-se que os seus efeitos eram benéficos para a saúde, e que as águas que possuíssem este elemento eram, consequentemente, boas para tratar toda uma panóplia de males físicos, desde doenças de pele a problemas osteoarticulares, circulatórios, renais e tudo o resto que se possa imaginar. Com o aumento dos estudos sobre o rádio, acelerados durante a Segunda Guerra Mundial para tentar construir a bomba atómica, a comunidade científica acabou por perceber que na verdade este elemento químico pode facilmente fazer mais mal do que bem. Mas enquanto não se chegou a esta conclusão, a exploração de águas minerais radioactivas esteve muito em voga, tanto na Europa como na América do Norte, e proliferaram as termas e os hotéis termais dedicados a esta finalidade.

 

Analisadas as águas das nascentes da região envolvente da Serra da Pena, descobriu-se terem urânio dissolvido e serem das mais radioactivas do mundo – facto que até foi divulgado num congresso que teve lugar em Lyon em 1927. Entretanto, algures entre 1910 e 1920, um conde espanhol que foi caçar por aquelas bandas terá experimentado levar algumas garrafas de água (que os locais diziam ser milagrosas) para tratar uma doença de pele da sua filha, com tão bons resultados que decidiu depois começar a explorá-las e erguer ali um hotel termal.

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Este hotel, de que hoje só restam ruínas, foi construído e decorado com grande requinte. Tinha 90 quartos e podia hospedar até 150 pessoas. As instalações termais estavam equipadas com tudo o que era imprescindível para os tratamentos recomendados na época (e que incluíam, por exemplo, além dos já comuns banhos e aplicações de lamas, “agradáveis” lavagens do cólon e aplicações de compressas eléctricas), e aos hóspedes era também prescrita a ingestão de água – obviamente radioactiva – na quantidade de um litro por dia. Além disso, esta água era engarrafada e vendida para o exterior.

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Quando começaram a ser divulgados os efeitos nefastos do rádio, a actividade das Termas de Radium diminuiu drasticamente, e a estância termal acabou por ser encerrada em 1945. O hotel continuou a ser explorado, passando por vários donos, ingleses e franceses depois dos espanhóis, até ser finalmente vendido o seu recheio e deixada a propriedade ao abandono. Foi leiloado e o seu proprietário actual é português e tem (ou teve) planos para o recuperar, mas a envergadura do projecto leva a que continue na gaveta – e não creio que dela saia tão cedo.

 

Estes cerca de 70 anos de abandono não retiraram magnificência ao edifício. Algumas das suas paredes, construídas com grandes paralelepípedos de granito, continuam de pé e no alto, em destaque, ainda há colunas rematadas por pináculos e frisos recortados a evocar ameias. Numa torre, de que já só restam três lados, as janelas são duplas, arcos de volta inteira com uma coluna a separá-las; noutras paredes, são ogivais, nos edifícios mais térreos são encimadas por um recorte trapezoidal, e algumas delas ainda mantêm vidros. Todo o complexo é um jogo de volumes diferentes, cada edifício com o seu próprio formato e características, baixo e comprido um, arredondado outro, outros com múltiplos pisos, e todos eles unidos por alguma parede comum, ou por escadas e terraços. Contudo, o efeito final é harmonioso, mesmo faltando-lhe já muitos dos seus elementos essenciais.

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No meio da vegetação desalinhada ainda se vêem pedaços de chão com mosaicos decorados com padrões geométricos, cores sóbrias acinzentadas pelo tempo e pela humidade. Das madeiras, pouco sobrevive, apenas algumas portas escalavradas e uns quantos caixilhos das janelas, todos num mesmo edifício, aquele que é mais facilmente acessível e talvez tenha sido utilizado durante mais tempo para alguma finalidade.

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Afastado da estrada principal e tendo como cenário de fundo os penedos graníticos da serra e alguns pinheiros, o lugar é silencioso e transmite paz. Espíritos mais imaginativos poderão ver nele algo de tenebroso, talvez achá-lo amaldiçoado por um passado que hoje se sabe ser contrário à sua função – será que provocou doenças em vez de as curar? Quanto a mim, apenas senti tranquilidade, e algum desencanto por um edifício tão grandioso estar abandonado. Mesmo sendo impossível aceder a grande parte das estruturas, demorei-me por ali bastante tempo, e só mesmo o facto de se aproximar o fim do dia e a luz estar a desaparecer me convenceu a ir embora.

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Quer o seu futuro venha a ser brilhante ou continue ao abandono, o complexo das Termas de Radium é mais um daqueles lugares que nos relembra que tudo neste mundo é transitório e não podemos dar nada por garantido, nem sequer aquilo que hoje se considera uma verdade inquestionável. O tempo e o (suposto) progresso encarregam-se de mudar a nossa perspectiva sobre o que nos rodeia e a forma como vivemos, e são implacáveis para o que (e quem) cai em desgraça. Fica a esperança de conseguir reconhecer o que é prejudicial, sem no entanto desprezar o tanto que existe de bom e merece ser conservado. Com um bocadinho de sorte, talvez um dia o Hotel da Serra da Pena venha a conhecer uma nova vida.

 

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Visita às ruínas do Hotel da Serra da Pena, mais conhecido por Termas de Radium, situado perto da aldeia histórica de Sortelha.

 

 

Ter | 12.01.21

Lugares para conhecer em Portugal em tempos de pandemia

 

Acho que já todos percebemos que o coronavírus não desaparecerá tão depressa quanto se calhar julgávamos, e que a vacina ainda está longe para a maior parte de nós. A nossa vida mudou, não forçosamente para melhor, e precisamos de nos adaptar às “novidades” a um ritmo quase diário, porque o que hoje é assim, amanhã poderá já ser de outra maneira. Estamos a viver um dia de cada vez.

 

Mas viver um dia de cada vez não é deixar de viver. É, isso sim, aproveitar com bom senso o que temos e as oportunidades que surgem, sem descuidar as regras e restrições que nos são impostas. Como é costume dizer-se, quando se fecha uma porta abre-se uma janela, e isto é o que sucede também actualmente em relação às viagens. Se por um lado estamos muito limitados no que toca a destinos seguros e é praticamente impossível fazer planos de viagem com grande antecedência, por outro temos agora a oportunidade de conhecer muitos locais sem sofrer os efeitos da pressão turística e das multidões que habitualmente os invadem. É tudo uma questão de pesquisar informação fidedigna, ponderar os prós e os contras, e depois decidir – antes que a situação mude.

 

Esta é também a altura ideal para conhecer melhor o nosso país, já que aqui temos a certeza de que não vamos de repente ficar retidos num qualquer aeroporto ou fronteira. Durante o Verão passado notou-se bem que a maioria dos portugueses decidiu ficar por cá, mas sempre com aquela tendência de irem todos para os mesmos sítios. Agora está na hora de começar a fazer umas “escapadinhas” neste nosso jardim à beira-mar plantado, onde não faltam lugares para explorar com calma e sem nos vermos metidos em confusões de gente.

 

Do norte ao sul de Portugal continental, fica aqui a sugestão de algumas vilas e cidades menos “concorridas” que merecem – mesmo! – uma visita.

 

 

MELGAÇO

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Vila raiana encostada ao rio Minho, rodeada de vinhas de Alvarinho (o meu vinho preferido), Melgaço consegue a proeza de reunir história, paisagem e boa mesa em poucos quilómetros quadrados.

 

A não perder: as maravilhosas Termas e o seu Parque, a cerca de 3 km da vila.

 

Ver também: Castelo de Melgaço; Igreja Matriz; Igreja da Misericórdia; Museu do Cinema; Espaço Memória e Fronteira; Capela da Orada (a 1 km); percursos marginais do rio Minho (trilho pedestre).

 

Festas e eventos: Festa do Alvarinho e do Fumeiro (Abril); Melgaço em Festa (Agosto); Festa do Espumante (Novembro); Marchas de São João (Junho); festas do Corpo de Deus.

 

 

CHAVES

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Carregadinha de vestígios históricos que remontam a períodos ainda anteriores à ocupação romana e se estendem ao longo de vários séculos, Chaves é uma das cidades portuguesas mais curiosas e interessantes para conhecer.

 

A não perder: as varandas das casas na Rua Direita e outras ruas do centro histórico.

 

Ver também: Ponte de Trajano; Igreja de Santa Maria Maior (Igreja Matriz); Igreja da Misericórdia; Castelo e Torre de Menagem (museu histórico-militar); parque termal e poldras no rio Tâmega; Museu Nadir Afonso; bairro da Madalena.

 

Festas e eventos: Festividades em honra de Nª Senhora das Graças (Abril); Festas da Cidade (Julho); Festa dos Povos (Agosto).

 

 

BRAGANÇA

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No interior transmontano e a dois passos das fronteiras norte e este com Espanha, Bragança consegue manter o espírito e o charme de uma cidade tradicional com raízes culturais muito próprias, ao mesmo tempo que se reinventa para acompanhar o progresso.

 

A não perder: o Museu Ibérico da Máscara e do Traje.

 

Ver também: o castelo e a Torre de Menagem (museu militar); Igreja de Santa Maria; pelourinho; Domus Municipalis; Igreja de São João Batista (antiga Sé de Bragança); Paço Episcopal de Bragança (Museu Abade de Baçal); Igreja da Misericórdia; Igreja de São Vicente; Centro de Arte Contemporânea Graça Morais; Centro de Interpretação da Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano; Centro de Fotografia Georges Dussaud.

 

Festas e eventos: Festival do Butelo e das Casulas & Carnaval dos Caretos (coincide com o Carnaval); Festa da Nossa Senhora das Graças (Agosto).

 

 

AMARANTE

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Chamam-lhe Princesa do Tâmega e com razão, porque esta cidade tem algo de majestático. Mas não é uma nobreza com pretensões, antes a dignidade serena de uma cidade que sabe o que vale. Doce e romântica, Amarante é uma cidade para conhecer a pé e com calma.

 

A não perder: a praia fluvial Aurora e o parque de merendas.

 

Ver também: Igreja de São Gonçalo de Amarante; Ponte de São Gonçalo; Museu Amadeo de Sousa-Cardoso; Parque da Costa Grande; Rua 31 de Janeiro (pedonal); ruínas do Solar de Magalhães; Igreja de São Pedro; Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos ou de São Domingos.

 

Festas e eventos: Festas do Junho ou de São Gonçalo (1º fim-de-semana de Junho); Feira à Moda Antiga (finais de Junho).

 

 

SALZEDAS

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Esta vila pequena e meio adormecida, de origens medievais e intimamente ligada à Ordem de Cister, esconde algumas das preciosidades menos conhecidas do nosso país e é um encantador segredo a descobrir.

 

A não perder: o Bairro do Quelho (conjunto de casas da época medieval).

 

Ver também: Mosteiro de Santa Maria de Salzedas; Ponte Românica de Vila Pouca de Salzedas.

 

Festas e eventos: Festas em Honra de Nossa Senhora da Piedade e Santa Bárbara (Agosto).

 

 

SÃO PEDRO DO SUL

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É impossível dissociar São Pedro do Sul da sua vocação termal e do rio Vouga. Conhecidas desde o tempo da ocupação romana da Península Ibérica, muitos foram os ilustres de Portugal que beneficiaram das águas termais desta região – a começar pelo próprio Dom Afonso Henriques. O sítio ideal para usufruir das delícias do dolce far niente.

 

A não perder: a localidade das Termas de São Pedro do Sul (a 4 km da vila).

 

Ver também: Palácio dos Marqueses de Reriz; Igreja de Santo António; Igreja Matriz; Paços do Concelho (Convento Franciscano de S. José); Lenteiro do Rio.

 

Festas e eventos: Festas da Cidade (Junho); Festas da Nª Srª da Saúde (Maio).

 

 

ALMEIDA

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Desde que passou a fazer parte integrante de Portugal, no século XIII, Almeida foi sempre um dos nossos mais importantes pontos defensivos, e ainda hoje se define sobretudo pela sua estrutura fortificada, uma das que se manteve em melhor estado de conservação no nosso país até aos dias de hoje.

 

A não perder: a Praça-Forte.

 

Ver também: Museu Histórico Militar de Almeida; Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes; Paços do Concelho; Casa Brasonada – Brigadeiro Vicente Delgado Freire; Casa dos Vedores Gerais; Corpo da Guarda Principal; Palácio dos Leitões; Casa João Dantas da Cunha.

 

Festas e eventos: Comemorações do Cerco de Almeida (Agosto); Festa de Nossa Senhora das Neves (Agosto); Feira Nova (Setembro); Festa do Senhor da Barca (domingo de Pentecostes).

 

 

NISA

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Esta harmoniosa vila do Alto Alentejo foi agraciada por D. João I com o título de “Notável”, mas ainda assim permanece uma ilustre desconhecida da maioria dos portugueses. Nisa surpreende pela sua vida e pelos esforços que dedica à preservação da sua identidade cultural.

 

A não perder: Museu do Bordado e do Barro (dois núcleos).

 

Ver também: Castelo; Jardim; Câmara Municipal e pelourinho; Porta da Vila; Capela do Calvário.

 

Festas e eventos: Mártir Santo (Janeiro); Nossa Senhora da Graça (Páscoa); Nossa Senhora dos Prazeres (Pascoela); Santo António (Junho); Nisa em Festa (Agosto).

 

 

CASTELO DE VIDE

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Não há como escapar ao sortilégio de Castelo de Vide, com o seu casario branco estendendo-se pela encosta, rodeado pelo verde da Serra de São Mamede. Bonita quando vista de fora, ainda o é mais quando entramos, e em passeio pelas suas ruas as horas passam sem darmos por isso.

 

A não perder: o bairro da Judiaria.

 

Ver também: Castelo; Igreja Matriz Santa Maria da Devesa; Casa Amarela, o solar da família Torres; Igreja de São João; Fonte da Vila; Ermida de Nossa Senhora da Penha.

 

Festas e eventos: Carnaval Trapalhão; festas da Semana Santa; Romaria à Nª Srª da Penha (Agosto); Festas de Santa Maria (Agosto); Feira Medieval (Setembro); Festival Andanças, na Barragem de Póvoa e Meadas (Agosto).

 

 

CALDAS DA RAINHA

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Fundada no século XV pela Rainha D. Leonor, que ali instalou um Hospital Termal, a cidade é hoje em dia conhecida sobretudo pela sua vocação artística (cerâmica, mas não só) e por nela se realizar desde finais do século XIX, o único mercado hortofrutícula diário do país.

 

A não perder: o Parque Dom Carlos I.

 

Ver também: o mercado da fruta, na Praça da República; Hospital Termal; Igreja Nossa Senhora do Pópulo; Chafariz das Cinco Bicas; Museu José Malhoa; Casa Museu San Raphael (casa da família Bordallo Pinheiro); Museu da Cerâmica; Largo D. Manuel I; Centro de Artes; Museu Barata Feyo; Mata D. Leonor.

 

Festas e eventos: Carnaval; Exposição Canina (Março/Abril); Festas da Cidade (Maio); Caldas Anima (Julho e Agosto); festas em honra da Nossa Senhora da Conceição (Agosto); FRUTOS – Feira Nacional de Hortofruticultura (Agosto); Caldas Nice Jazz (Outubro e Novembro); Exposição Ornitológica (Novembro/Dezembro).

 

 

SANTARÉM

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Na planura do Ribatejo, Santarém ergue-se num planalto junto ao rio Tejo, vigiando a lezíria. É conhecida como a “capital do Gótico”, pelo elevado número de igrejas que a cidade tem neste estilo arquitectónico. Além do património construído que preserva, Santarém surpreende também pela gastronomia, com vários doces típicos da região e um número razoável de restaurantes de grande qualidade.

 

A não perder: o jardim-miradouro das Portas do Sol.

 

Ver também: Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Sé); Convento de São Francisco; Igreja da Graça; Igreja da Assunção De Marvila; Torre das Cabaças; Convento e Igreja de São João do Alporão; Igreja da Misericórdia; Igreja de S. Nicolau; Igreja de St.ª Clara; Igreja de Santo Estevão (do Santo Milagre); Igreja da Piedade; Janela Manuelina na Praça Sá da Bandeira; Mercado Municipal; Capela da Sr.ª do Monte.

 

Festas e eventos: Festas de São José (Março): Festas do Santíssimo Milagre (Pascoela); Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo (Junho); Verão In. Str… é um Espanto! (Julho e Agosto); Festival Nacional de Gastronomia (Novembro).

 

 

ALCÁCER DO SAL

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Aninhada numa curva do Sado, Alcácer vive virada para o rio do qual tem dependido ao longo dos tempos. Foi território mouro conquistado por D. Afonso Henriques, depois perdido e mais tarde reconquistado, sede da Ordem Militar de Santiago e terra-mãe de várias figuras notáveis de Portugal. Da sua história ainda permanecem muitos vestígios, mas são a sua ligação íntima com o Sado e a sua cozinha tradicional que hoje mais nos seduzem.

 

A não perder: entre Janeiro e Fevereiro, ver flamingos na zona da Amieira da Reserva Natural do Estuário do Sado.

 

Ver também: Castelo; Cripta Arqueológica do Castelo; Igreja de Santa Maria do Castelo; Convento e Igreja de Nossa Senhora de Aracoelli; Igreja de Santiago; Igreja de Santo António e Capela 11 Mil Virgens; Museu Municipal Pedro Nunes; Santuário do Senhor dos Mártires; ponte pedonal sobre o Sado.

 

Festas e eventos: Ruas de São João (Junho); PIMEL-Feira do Turismo e das Actividades Económicas (Junho); Festival Sabores do Sado (Julho); Feira Nova de Outubro.

 

 

MÉRTOLA

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Cadinho de muitas culturas, esta miscigenação deu a Mértola características únicas no nosso país, e a sua sedução é disso um reflexo. Pendurada sobre o Guadiana, esta vila-museu saboreia-se com calma passeando pelas ruas empedradas, com o odor das laranjeiras a acompanhar-nos e o branco do casario a refulgir ao sol.

 

A não perder: a Igreja Matriz.

 

Ver também: Castelo; Oficina de Tecelagem do Museu de Mértola; Torre do Relógio; ponte de Mértola; Alcáçova; Basílica Paleocristã; Forja do Ferreiro; Cine-Teatro Marques Duque.

 

Festas e eventos: Festas da Vila (Junho); Festival Islâmico (Setembro); Festival da Túbera (Março); Feira da Caça (Outubro).

 

 

TAVIRA

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Com uma história que se perde no tempo, Tavira oferece-nos uma outra visão do Algarve, muito diferente da imagem de turismo massificado que está associada à região. Atravessada por dois rios, o Gilão e o Séqua, estende-se da Ria Formosa para o interior e oferece-nos uma variedade de paisagens e ambientes que condizem bem com a diversidade do seu património cultural.

 

A não perder: o Coreto do jardim.

 

Ver também: Praça da República; Paços do Concelho; Núcleo Museológico Islâmico; Porta de D. Manuel I; Igreja da Misericórdia; muralha fenícia; Palácio da Galeria; Castelo; Igreja de Santa Maria do Castelo; antigo Convento de Nossa Senhora da Graça; Igreja Matriz de Santiago; Ermida de São Sebastião; Ermida de São Brás; antigo Mosteiro de Nossa Senhora da Piedade (ou das Bernardas); Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo; Ermida de Santa Ana; Mercado da Ribeira; ponte sobre o rio Gilão; salinas.

 

Festas e eventos: Festas de São João (Junho); Festival de Gastronomia Serrana (Março/ Abril); Festival de Gastronomia do Mar (Maio); Cenas na Rua-Festival Internacional de Teatro e Artes de Rua (Julho); Verão em Tavira (Julho e Agosto); Feira da Dieta Mediterrânica (Setembro).

 

***

 

E pronto, aqui têm uma mão-cheia de ideias para partirem à descoberta de mais alguns recantos do nosso fantástico país – sempre sem esquecer que é preciso ter os devidos cuidados para não pôr em risco a nossa saúde e a dos outros.

 

(Este roteiro foi publicado pela primeira vez no website Fantastic)

 

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Lugares para conhecer em Portugal continental

 

 

Seg | 04.01.21

5 viagens de carro na Europa para 2021

 

2021 chegou e traz com ele a esperança de voltar a viajar em liberdade. Ainda não sabemos quando é que esta esperança se transformará em realidade; até lá teremos de nos adaptar às restrições que vão sendo impostas, eventualmente aliviadas, e que nos obrigam a ser flexíveis e optar por viagens mais individualizadas, mais seguras, mais possíveis.

 

Viajar no continente europeu vai continuar a ser uma das opções mais viáveis durante este ano, e um carro ou uma autocaravana são os meios de transportes ideais para viagens personalizadas, ao ritmo dos nossos desejos e preferências. Pessoalmente, sou uma adepta incondicional das viagens de carro e da liberdade de escolha que esta forma de viajar permite. Quando as distâncias são grandes podem tornar-se algo cansativas, mas quem faz o roteiro somos nós, e já escrevi aqui no blogue sobre como evitar certos problemas que viajar de carro sempre acarreta.

 

Para quem já está a fazer planos para as férias, ou simplesmente para uma escapadinha, deixo-vos aqui 5 roteiros de viagens que já fiz, em diferentes países da Europa, e que são excelentes opções para este ano. Um deles é na nossa vizinha Espanha, e por isso facilmente exequível a partir de qualquer ponto de Portugal. Os outros implicarão, em princípio e por questões de economia de tempo, ir de avião até ao ponto de partida – embora possa, obviamente havendo tempo disponível, ser possível ir de carro do nosso país até esse ponto de partida.

 

 

4 dias na ANDALUZIA

Olvera

 

Quando se fala em Andaluzia, pensa-se logo em flamenco e corridas de touros, Sevilha e Granada, sangria e calamares. Mas a região tem muito mais para conhecer. As estrelas deste roteiro são os pueblos blancos que se dispersam pelas serras de Cádiz e Grazalema. Alguns, como Setenil de las Bodegas ou Arcos de la Frontera, já são famosos, mas há muitos outros, brancos ou não, que são igualmente magníficos. Bornos tem um encantador jardim renascentista, Olvera e Zahara de la Sierra são ninhos de águia com vistas sobre paisagens quilométricas, Júzcar é uma mancha azul-Schtroumpf (ou Smurf, se preferirem), Casares um puzzle em branco e cor de tijolo, e as muralhas do Castillo de Castellar escondem uma aldeia deliciosa e minúscula, quase uma casinha de bonecas, cheia de recantos floridos. O epicentro da região é Ronda, cujo melhor segredo é a Casa del Rey Moro, e onde me eternizei nas esplanadas do bairro junto à mais antiga praça de touros de Espanha, entre saborosas tapas y copas. No regresso a Portugal, o percurso passa pelas monumentais Jerez e Mérida, sempre merecedoras de uma visita.

Ronda.JPGRonda

 

Podem ficar a conhecer mais pormenores no post que escrevi sobre os pueblos blancos da Andaluzia.

Casares.jpgCasares

 

Quando ir: Maio é um bom mês para viajar na Andaluzia. Raramente chove e as temperaturas já costumam estar acima de mornas, mas sem o calor asfixiante do Verão.

Castillo de Castellar.JPGCastillo de Castellar de la Frontera

 

Dia 1

Elvas → Espera → Bornos →Arcos de la Frontera (Total: 336 km)

Dia 2

Arcos de la Frontera → Grazalema – Zahara de la Sierra → Olvera → Setenil de las Bodegas → Ronda (Total: 128 km)

Dia 3

Ronda → Júzcar → Gaucín → Casares → Castellar de la Frontera (Castillo de Castellar) → Jerez (Total: 237 km)

Dia 4

Jerez → Mérida → Elvas (Total: 362 km)

 

 

 

5 dias no SUDOESTE DE FRANÇA

Seuil de Naurouze (5).JPGSeuil de Naurouze

 

Com início e fim em Toulouse, a cidade rosa (para onde há voos directos a partir de Portugal), este roteiro de cerca de mil quilómetros no sudoeste de França passa por uma grande diversidade de paisagens naturais, históricas e culturais. Em Seuil de Naurouze e Castelnaudary apaixonei-me pelos cenários bucólicos pintados de verde do Canal du Midi, e na Camarga, que fazia parte do meu imaginário desde adolescente, descobri em Saintes-Maries-de-la-Mer uma França que mais parece Espanha, e um Parque Ornitológico onde os flamingos são às centenas e permanecem durante todo o ano. Arles preserva a memória de Van Gogh, e em Avinhão impressionou-me a envergadura brutal do Palácio dos Papas. No bocadinho da Provença que “provei”, em detrimento das mais famosas Gordes e Les Baux-de-Provence, ficaram-me no coração duas localidades atravessadas pelas águas límpidas do rio Sorgue: Fontaine-de-Vaucluse, onde ele nasce, brotando copiosamente de vários pontos por baixo de uma alta falésia (é a maior nascente da Europa); e L’Isle-sur-la-Sorgue, com as suas casas de cores de rebuçado nas margens do rio e o seu ambiente relaxante.

Fontaine-de-Vaucluse (17).JPGFontaine-de-Vaucluse

 

Quando ir: para evitar as enchentes de veraneantes que todos os anos se deslocam para o sul de França e encontrar a zona da Provença já colorida pelo roxo dos campos de alfazema, o ideal é ir em Junho, sobretudo a partir de meados do mês.

Parque Ornitológico Pont de Gau (2).JPGParque Ornitológico de Pont de Gau

 

Dia 1

Toulouse → Seuil de Naurouze → Castelnaudary → Carcassonne → Homps → Ponte-canal de Repudre → Étang de Montady (Nissan-lez-Ensérune) → Túnel de Malpas → Les 9 Écluses de Fonseranes → Villeneuve-lès-Béziers (Total: 200 km)

Dia 2

Villeneuve-lès-Béziers → Béziers → Agde → Sète → Nimes → Arles (Total: 176 km)

Dia 3

Arles → Parque Ornitológico de Pont de Gau (Camarga) → Saintes-Maries-de-la-Mer → Aigues-Mortes → Le Grau-du-Roi → Arles (Total: 127 km)

Dia 4

Arles → Les Baux-de-Provence → Saint-Rémy-de-Provence → L’Isle-sur-la-Sorgue → Fontaine-de-Vaucluse → Gordes → Abadia de Sénanque → Avinhão → Arles (Total: 175 km)

Dia 5

Arles → Toulouse (Total: 324 km)

 

 

 

11 dias na ISLÂNDIA

57 Diário Islândia - SnæfellsnesPenínsula de Snaefellsnes

 

Durante a viagem que fiz na Islândia, o país feito de gelo e fogo, tive quase constantemente a sensação de estar noutro planeta. A atmosfera tem um toque de surrealismo, sobretudo quando andamos pelo norte – e fiz questão de conhecer uma parte dos Westfjords, o norte mais extremo, menos populoso e menos visitado, onde a sensação de isolamento é por vezes total e a quietude é tanta que as paisagens parecem como que congeladas no espaço e no tempo. Depois há os contrastes, como na região do lago Mývatn, onde num espaço de poucos quilómetros passamos do verde da floresta em Höfði à paisagem lunar quase negra de Hverfjall, e logo a seguir às cores de Hverir, sulfúreas e desfocadas pelo vapor. E há a força assustadora da água nas cascatas de Detifoss, Goðafoss ou Skógafoss, ou da erupção do géiser Strokkur, a emoção de ver uma baleia-de-bossa saltar inesperadamente de dentro de água, a diversão que é observar os desengonçados papagaios-do-mar em Látrabjarg.

132 Diário Islândia - LátrabjargLátrabjarg

 

Além dos vários posts que já publiquei sobre alguns dos dias desta viagem, no artigo Coleccionar paisagens surreais na Islândia há informações úteis que convém ter em conta quando se viaja de carro ou autocaravana pela Islândia.

Islândia - atravessar riosLandmannalaugar

 

Quando ir: para visitar todo o norte sem encontrar estradas cortadas pela neve, e evitar as afluências turísticas de Agosto, Julho é o melhor mês para viajar pela Islândia. Os dias são enormes e as temperaturas suportáveis, apesar de frias.

170 Diário Islândia - WestfjordsCascata de Dynjandi

 

Dia 1

Reiquiavique

Dia 2

Reiquiavique → Búðakirkja → Rauðfeldsgjá → Arnarstapi → Londrangar → Ólafsvík → Kirkjufellsfoss → Hlíð í Hörðudal (Total: 370 km)

Dia 3

Hlíð í Hörðudal → Garðar BA 64 → Látrabjarg → Museu Hnjótur → Rauðisandur → Patreksfjörđur → Tálknafjörđur (Total: 395 km)

Dia 4

Tálknafjörđur → Listasafn Samúels Jónssonar → Dynjandi → Flateyri → Ísafjörður → Tálknafjörđur (Total: 395 km)

Dia 5

Tálknafjörđur → Búðardalur → Eiriksstadir → Glaumbær → Skagafjörður → Hófsós (Total: 501 km)

Dia 6

Hófsós → Siglufjörður → Akureyri → Goðafoss→ Höfði → Grjótagjá → Hverir → Dettifoss → Selfoss → Brekka (Total: 381 km)

Dia 7

Brekka → Húsavík → passeio de barco (baleias) → Brekka (Total: 58 km)

Dia 8

Brekka → Krafla→ Egilsstaðir → Gufufoss → Seyðisfjörður → Djúpivogur → Stokksnes (Viking Village) → Hornafjörður (Total: 548 km)

Dia 9

Hornafjörður → Jökulsárlón + Diamond Beach → Fjallsárlón → Hof → Svartifoss→ Skeiðarársandur → Fjaðrárgljúfur → Vík í Mýrdal → Reynisfjara → Skógafoss → Selljavallalaug (Total: 342 km)

Dia 10

Selljavallalaug → Seljalandsfoss + Gljúfrabúi → Keldur → Hella → Kerið → Faxi → Oxarárfoss + Parque Þingvellir → Geysir → Gullfoss → Flúðir (Total: 304 km)

Dia 11

Flúðir → Landmannalaugar → Reiquiavique (Total: 299 km)

 

 

 

15 dias na ROMÉNIA

Curtea de Argeş - interior da Catedral (4).JPGCatedral de Curtea de Argeş

 

A Roménia tem uma diversidade paisagística como poucos países na Europa e um património natural e arquitectónico invejável. Devido ao seu percurso histórico agitado, cada região tem características culturais específicas, por isso viajar na Roménia é quase como andar a saltar de país para país, e não há qualquer hipótese de monotonia. O turismo é sobretudo capitalizado para a região da Transilvânia, muito por conta da fama de Vlad Dracul III e do seu aproveitamento por Bram Stoker para criar o vampiro mais conhecido da literatura (podem conhecer mais um pouco da verdadeira história daquele príncipe no post que escrevi sobre ele). O roteiro começou com dois dias passados em Bucareste, seguimos para norte e descobrimos aquele que é para mim o melhor segredo da Roménia e percorremos a fantástica Transfăgăraşan. Andámos pela quase desconhecida região de Maramureş e visitámos o extraordinário Cemitério Feliz de Săpânţa, uma das várias razões pelas quais vale tanto a pena visitar este país, fomos à Bucovina para ver ao vivo os seus coloridos mosteiros, descobrimos a beleza do desfiladeiro de Bicaz e do seu vizinho Lacul Roşu. Visitámos as encantadoras cidades de Brasov, Sibiu e Sighişoara, e as igrejas fortificadas que são património da UNESCO. E, claro, não podíamos deixar de ir conhecer os célebres castelos de Bran e de Peleş (e neste post podem perceber melhor porque é que este é considerado um dos mais belos palácios da Europa).

Peles (3).JPGCastelo de Peleş

 

Quando ir: com excepção do sul e do triângulo Brasov-Bran-Sinaia, a Roménia não é um país com grande pressão turística, e pode perfeitamente ser visitado em Agosto. Ainda assim, contem com temperaturas a tender para o fresco nas zonas montanhosas de Făgăraş e dos Cárpatos.

47 Cemitério Feliz de SăpânţaCemitério Feliz de Săpânţa

 

Dias 1 e 2

Bucareste

Dia 3

Bucareste → Targovişte → Curtea de Argeş → Transfagaraşan → Sibiu (Total: 350 km)

Dia 4

Sibiu → Hunedoara → Câlnic → Sibiu (Total: 270 km)

Dia 5

Sibiu → Museu Astra → Sibiu (Total: 15 km)

Dia 6

Sibiu → Vişeu de Sus → Ruscova (Total: 420 km)

Dia 7

Ruscova → Vişeu de Sus → passeio no Mocăniţa → Borşa → Ruscova (Total: 105 km de carro + 43 km de comboio)

Dia 8

Ruscova → Săpânţa → Igreja de Sat-Șugatag → Igreja de Desești → Igreja de Șurdești → Mosteiro de Bârsana → Ruscova (Total: 255 km)

Dia 9

Ruscova → Mosteiro de Prislop → Mosteiro de Vatra Moldoviței → Mosteiro de Sucevița → Mosteiro de Arbore → Gura Humorului (Total: 260 km)

Dia 10

Gura Humorului → Mosteiro de Humorului → Mosteiro de Voroneț → desfiladeiro de Bicaz → Lacul Roşu → Gheorgheni (Total: 210 km)

Dia 11

Gheorgheni →igreja de Biertan → Sighişoara (Total: 206 km)

Dia 12

Sighişoara → Igreja de Dârjiu → Igreja de Saschiz→ Igreja de Viscri → Braşov (Total: 190 km)

Dia 13

Braşov → Castelo de Peleş → Castelo de Bran → Braşov (Total: 130 km)

Dia 14

Braşov → Igreja de Prejmer → Igreja de Hărman→ Braşov (Total: 40 km)

Dia 15

Braşov → Snagov → Bucareste (Total: 170 km)

 

 

 

2 semanas na CROÁCIA (com um pulinho a MONTENEGRO)

P1380021 cópia assin.jpgZagreb

 

A apetência pela Croácia como destino de viagem tem aumentado extraordinariamente desde há alguns anos, e não é difícil perceber porquê: o país oferece cultura, praias de água morna e beleza paisagística em doses iguais. Além das cidades incontornáveis de Zagreb, Split e Dubrovnik, este roteiro propõe as menos conhecidas (mas não menos merecedoras) Zadar, Trogir e Šibenik. Obrigatório é também visitar aquele que é provavelmente o parque natural mais bonito da Europa: o Parque dos lagos de Plitvice. Para aproveitar o sol e a beleza da costa da Dalmácia, sugiro uns dias na zona balnear de Seget Donji e uma escapadela à famosa praia de Zlatni Rat, na ilha de Brač. E vale a pena incluir um dia extra para ir até Montenegro conhecer a fabulosa baía de Kotor e as não menos famosas localidades de veraneio de Sveti Stefan e Budva.

Parque de Plitvice.JPGParque dos lagos de Plitvice

 

Quando ir: a costa e as ilhas da Dalmácia são perfeitas para passear e ao mesmo tempo fazer praia, mas a época alta de Verão é obviamente de evitar. O melhor mês é sem dúvida Setembro. Embora no norte do país as temperaturas já estejam um pouco mais frescas, a sul da montanha de Velebit o clima é mais quente e seco, e as águas mornas do Adriático garantem maravilhosos banhos de mar.

Zlatni Rat (1).JPGPraia de Zlatni Rat

 

Dia 1

Zagreb → Plitvice (Total: 137 km)

Dia 2

Parque dos Lagos de Plitvice

Dia 3

Plitvice → Split → Trogir → Seget Donji (Total: 288 km)

Dia 4

Seget Donji → Trogir → Seget Donji (Total: 7 km)

Dia 5

Seget Donji

Dia 6

Seget Donji → Šibenik → Seget Donji (Total: 91 km)

Dia 7

Seget Donji → Split → Brač (praia de Zlatni Rat) → Split → Seget Donji (Total: 65 km + barco + 72 km táxi)

Dia 8

Seget Donji

Dia 9

Trogir → Dubrovnik (Total: 269 km)

Dia 10

Dubrovnik (ilha de Lokrum)

Dia 11

Dubrovnik → Čavtat → Perast (Montenegro) → Kotor (Montenegro) → Sveti Stefan (Montenegro) → Budva (Montenegro) → Dubrovnik (Total: 229 km)

Dia 12

Dubrovnik

Dia 13

Dubrovnik → Zadar (Total: 346 km)

Dia 14

Zadar → Zagreb (Total: 285 km)

 

***

 

Na imensa diversidade de viagens que a Europa nos permite, espero que estas propostas sejam inspiradoras para que não desistam de fazer planos para viajar. Mesmo com algumas condicionantes, e com o cuidado de não colocar em risco a nossa saúde ou a dos outros, haverá sempre alguma forma de sair do nosso casulo e ir conhecer novos horizontes. Basta ter vontade.

 

 

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