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Viajar porque sim

Paixão por viagens, escrita e fotografia

Qui | 25.10.18

Croácia - diário de viagem XVII - O roteiro completo

 

A Croácia, e muito particularmente a parte da Dalmácia que se encontra neste país, é um destino cada vez mais apetecível e apetecido pelos portugueses (e não só…). Sem desmerecer a comodidade das viagens organizadas pelas agências, conhecer este país de forma independente dá-nos uma liberdade muito maior e a possibilidade não só de viajar ao nosso ritmo, como de descobrir lugares maravilhosos que não são habitualmente incluídos nos roteiros mais “comerciais”.

 

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A oferta turística na Croácia é imensa, a todos os níveis, e é possível compor programas de férias para todos os gostos. Como (infelizmente!) a maioria de nós tem períodos de férias limitados, o roteiro que fiz para a viagem de que já vos falei em vários posts anteriores tentou juntar o útil ao agradável: conhecer aqueles locais que estavam no topo da minha lista de lugares a ver na Croácia, viajar com tranquilidade, poder descansar alguns dias e fazer praia, e ter flexibilidade para alterar o itinerário pré-preparado consoante achasse melhor.

 

Foi por isso que optei por guardar duas semanas para esta viagem, deslocar-me em carro alugado, e ir reservando os alojamentos apenas com um ou dois dias de antecedência.

 

Dizer que a Croácia superou o que eu esperava é dizer pouco. O único defeito que posso apontar é o facto de ter demasiado turismo nos meses de Verão, embora o mês em que fiz esta viagem – Setembro – tenha sido escolhido de propósito para ainda apanhar bom tempo, evitando no entanto a maré humana desesperante da chamada época alta.

 

Vejam abaixo um resumo da viagem, com ligação para os posts publicados sobre cada dia.

 

Dia 1 – Lisboa-Zagreb 

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Como o voo foi à tarde e depois ainda nos perdemos no caminho do aeroporto para o alojamento, chegámos ao nosso destino final em Zagreb já de noite; apenas houve tempo para jantar e dormir.

 

Dia 2 – Zagreb-Plitvice

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De manhã passeámos (e perdemo-nos, mais uma vez) por Zagreb, para irmos visitar o Cemitério de Mirogoj. Pode parecer estranho ir de propósito ver um cemitério, mas acreditem que este vale a pena. A tarde foi bem menos interessante, passada em viagem até Plitvice, onde chegámos já ao final do dia.

 

Dia 3 – Parque dos Lagos de Plitvice

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Um dia inteiro passado neste pequeno paraíso, que consegue a proeza de ser ainda mais bonito do que o que é retratado nas fotografias. Em qualquer viagem à Croácia, é definitivamente obrigatório visitar este parque.

 

Dia 4 – Plitvice-Split-Trogir (Seget Donji)

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O nosso primeiro dia na Dalmácia. Chegámos a Split (a segunda maior cidade da Croácia) a tempo de almoçar e passámos a tarde a conhecer o centro histórico, aninhado no famoso Palácio de Diocleciano. Ao cair da noite seguimos até Trogir, uma pequena cidade a cerca de 30 km de Split, onde tínhamos reservado alojamento na zona balnear de Seget Donji.

 

Dia 5 – Trogir

Trogir - St. Nicholas' convent - viajarporquesim.b

Trogir - St. Marcus Tower - viajarporquesim.blogs.

Trogir é uma cidade simpática, com um ambiente muito próprio. Tem uma marina e um lindíssimo centro histórico, situado numa ilha separada do continente por um canal estreito, e é bem mais tranquila do que a sua vizinha Split.

 

Dia 6 – Trogir (Seget Donji)

Seget Donji -Trogir

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Por vezes a sorte atravessa no nosso caminho locais que nos apaixonam à primeira vista, e Seget Donji foi para nós um desses lugares. Gostámos tanto desta zona de praia que acabámos por decidir ficar por aqui mais tempo do que o planeado.

 

Dia 7 – Seget Donji-Šibenik- Seget Donji

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Entre banhos de sol, de mar e de piscina reservámos uma tarde para visitar Šibenik, que é mais uma cidade cheia de história.

 

Dia 8 – Seget Donji-Split-Brač (praia de Zlatni Rat)-Split- Seget Donji

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Outro dos pontos altos da viagem foi a visita à ilha de Brač – ou, mais propriamente, à praia de Zlatni Rat, considerada uma das mais bonitas da Europa. A viagem de barco a partir de Split dura menos de uma hora e depois é preciso fazer o percurso entre Supetar e Zlatni Rat, mas a praia vale realmente a visita.

 

Dia 9 – Seget Donji

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Vila Marer, Seget Donji, Croatia (7).jpg

Mais um dia aproveitado para descansar e fazer praia, tendo sempre uma paisagem maravilhosa por companhia.

 

Dia 10 – Trogir-Dubrovnik

Trogir-Dubrovnik.jpgDubrovnik - Stradun

Fizemos o percurso para Dubrovnik em grande parte acompanhando o belíssimo cenário da costa de Makarska. O almoço incluiu vista sobre o Adriático, antes de fazermos uma breve passagem por território bósnio, a 60 km do nosso destino do dia. Depois de descobrirmos o alojamento e nos instalarmos, saímos imediatamente para conhecer Dubrovnik à noite – e podem acreditar que mesmo sob as luzes artificiais, a cidade não desilude.

 

Dia 11 – Dubrovnik (ilha de Lokrum)

Lokrum

Lokrum

O centro histórico de Dubrovnik não é muito grande, mas uma vez lá dentro perdemos a noção do tempo. É também obrigatório visitar a ilha de Lokrum, maravilhosamente verde e fresca.

 

Dia 12 – Dubrovnik-Montenegro-Dubrovnik

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Dubrovnik está situada no extremo sul da Croácia e a baía de Kotor, já em território montenegrino, fica mesmo ali ao lado, por isso não podíamos deixar passar a oportunidade de conhecer mais esta pequena maravilha da natureza. Continuámos até à cosmopolita zona balnear de Sveti Stefan, e no regresso ainda houve tempo para conhecer Budva.

 

Dia 13 – Dubrovnik

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Mais um dia dedicado a conhecer Dubrovnik, com uma subida no teleférico até ao miradouro do Forte Imperial para ter uma visão de águia sobre a cidade.

 

Dia 14 – Dubrovnik-Zadar 

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Com a viagem quase no fim, faltava-nos ainda uma cidade também imperdível: Zadar, onde séculos de história coabitam com atracções modernistas, criando uma atmosfera única e diferente da que se vive noutras cidades croatas.

 

Dia 15 – Zadar-Zagreb-Lisboa 

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No dia do regresso a casa, ainda tivemos tempo para aproveitar grande parte da manhã em passeio por Zadar. A viagem para Zagreb foi toda feita em auto-estrada e não teve grande história, e ao final da tarde apanhámos o voo de volta a Lisboa. 

 

 

Encontram mais informações úteis sobre a Croácia e esta viagem de carro neste post: Diário de viagem - I - Os preparativos e outros pormenores 

 

 

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Qua | 10.10.18

Menorca, finalmente

 

Perdi a conta às vezes em que pensei vir a Menorca. Em várias delas cheguei a ter praticamente tudo planeado mas, quando estava prestes a marcar a viagem, por uma razão ou por outra a vida encarregava-se de me levar para qualquer outro lado. Este ano o plano era fazer uma viagem para paragens mais longínquas, mas uma vez mais a vida tratou de me dar a volta – e por isso agora aqui estou eu, em Menorca, finalmente.

 

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A época alta já passou, mas o tempo ainda está suficientemente quente e a temperatura da água continua amena. Este deve ser provavelmente um dos melhores meses para aqui passar uns dias a descansar, longe da confusão que se instala habitualmente em Julho e Agosto em todo e qualquer quilómetro quadrado que tenha um bocadinho de praia. Nesta altura a grande maioria dos visitantes são casais ou com filhos muito pequenos, ou já para lá da meia-idade – tudo gente que não está dependente dos horários escolares para programar as suas férias. Como tal, o ambiente é de relaxamento e tranquilidade, com hotéis a meio gás e preços a condizer, facilidade em encontrar estacionamento para o carro, muito espaço para estender a toalha na areia, empregados de restaurante calmos e sorridentes. E eu, que preciso mesmo é de descanso e detesto grandes confusões, sinto que estou no lugar ideal.

 

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Para base destas minhas férias escolhi Cala Galdana. A praia é linda, tem bons hotéis, restaurantes e outros tipos de comércio em número suficiente, tudo isto enquadrado num cenário dominado pelo verde e que ainda mantém a harmonia. A água é transparente e está a uma temperatura que alguns considerarão quentinha, embora para mim seja apenas suficiente para conseguir enfiar-me nela quando o sol aperta (ninguém me mandou ser friorenta…). Mesmo quando o vento sopra com mais vontade, na enseada de Cala Galdana não há ondas – é praticamente uma piscina, daí ser ideal para as crianças, mesmo as mais pequeninas, e para quem, como eu, gosta de nadar sossegada sem ter de andar com um olho na onda que lá vem ou preocupada com a corrente que está a puxar.

 

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A ilha tem uma costa muito recortada, e às inúmeras praias entre as falésias rochosas dão o nome de “calas”. Algumas são minúsculas, outras atingem uma dimensão respeitável. No sul são geralmente rodeadas de muita vegetação, sobretudo pinheiros – e o cheiro da seiva aliado ao do mar é qualquer coisa de sublime. A areia é fininha e quase branca, e a ondulação praticamente inexistente. No norte a vegetação é mais rasteira, a areia é mais grossa e mais escura, com tons que vão da argila ao ocre, e a água é mais batida, mas as paisagens são igualmente soberbas.

 

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Em Menorca existe uma política de preservação do meio ambiente bastante razoável. Sabem que o trunfo que a ilha tem é o turismo, e fazem questão de preservar a galinha dos ovos de ouro. O valor maior está nas muitas praias pouco acessíveis, várias delas sem quaisquer infra-estruturas de apoio, que a ilha oferece a quem é apreciador de lugares mais genuínos e menos poluídos pelo turismo de massas. Chamam-lhes “praias virgens” e a elas não se chega de carro, só mesmo a pé ou de bicicleta.

 

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A melhor forma de chegar a estas praias é percorrer o Camí de Cavalls, um trilho pedestre que contorna toda a ilha. O nome vem do séc. XIV, quando por imposição real o perímetro de Menorca começou a ser patrulhado por cavalos armados, com o propósito de vigiar e defender a ilha. Reaberto em 1996 e finalmente incluído em 2010 nos trilhos de grande rota com o número GR223, os seus 185 km dividem-se por 20 etapas, todas excelentemente assinaladas e na sua maioria fáceis de percorrer (já vi pais com crianças pequenas pela mão), mesmo contando com algumas subidas mais puxadas.

 

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Cala Galdana fica na costa sul e tem como vizinhas próximas algumas das praias mais bonitas da ilha. Para leste, a menos de 2 km, fica Cala Mitjana (ao lado da sua irmã, a minúscula Cala Mitjaneta). É, segundo consta, um dos troços mais bonitos do Camí de Cavalls, e como bónus podemos fazer um pequeno desvio, ainda dentro da povoação, para observar a fantástica baía de Cala Galdana vista a partir do miradouro de Sa Punta. Para quem vai de carro há um parque de estacionamento junto à estrada que vem de Ferreries, e a seguir desce-se cerca de 1 km, por entre árvores frondosas mas em caminho maioritariamente cimentado, até chegar à praia. Encaixada entre falésias calcárias cobertas de pinheiros, o areal é mais extenso do que parece, e junto à entrada há algumas mesas de piquenique. Visitei-a num dia algo ventoso e com o sol meio encoberto, daqueles em que é precisa alguma coragem para despir a roupa, e a praia estava pouco frequentada, o que terá certamente contribuído para a boa impressão que me causou. Não menosprezando outras onde também estive, Cala Mitjana é para mim a mais bonita de todas.

 

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A oeste de Cala Galdana encontramos a Cala Macarella, e a seu lado a mais pequena Cala Macarelleta. Macarella é uma das praias mais populares de Menorca, sobretudo porque tem dois parques de estacionamento bastante perto e, na própria praia, um “chiringuito” (um restaurante/bar/barraca de praia, neste caso com capacidade para bastantes pessoas, e que disponibiliza casas de banho). Porque fica habitualmente muito cheia, desde este Verão que os parques de estacionamento de Cala Macarella ficam vedados aos automóveis entre 14 de Maio e 16 de Outubro, sendo disponibilizados autocarros para fazerem a ligação desde Ciutadella (com bilhetes ao preço “módico” de 8,20€). Mas pelo Camí de Cavalls são apenas cerca de 2 km a partir de Cala Galdana, uma meia horita de passeio entre as árvores com uma escadaria de madeira no final, onde nos espera um crescente de areia fina (mas com muitas agulhas de pinheiro…) e água com a cor turquesa comum às praias desta zona. Atravessando a praia e seguindo sobre a falésia durante mais uns cinco minutos chega-se à Cala Macarelleta, mais pequena mas igualmente bonita.

 

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Outra das praias mais famosas da ilha é Cala en Turqueta. Está a 5 km de distância de Cala Galdana indo pelo Camí de Cavalls, mas se quisermos ir de carro são 33 km até ao estacionamento, com mais 1 km a pé até à praia. Seja qual for o meio de transporte que se escolha, vale a pena conhecer mais esta praia menorquina. Tem uma ampla zona de piqueniques sob as árvores e uma rocha que a divide em duas, sendo o lado mais pequeno especialmente preferido pelos naturistas. Apesar de ter um parque de estacionamento com lugares limitados, a afluência de banhistas é enorme (sim, mesmo em Outubro e depois de uma noite de trovoada e chuva diluviana…), e a partir de determinada hora não só deixa de haver lugar para estacionar como se torna difícil encontrar um metro quadrado de areia livre para estender a toalha. Bonita, sem dúvida, mas este sobrepovoamento rouba-lhe algum encanto.

 

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As praias do norte são muito diferentes. Mais áridas e menos abrigadas, ainda assim algumas delas conseguem ser bastante populares, como é o caso de Cala Pregonda. Também muito gabada pela sua beleza, tem na verdade uma atmosfera particular e não defrauda as expectativas. Fica longe da “civilização” e para lá chegar há que deixar o carro no parque de estacionamento da praia de Binimel-là (onde existe um restaurante), percorrer um passadiço de madeira, atravessar a dita praia e depois seguir cerca de 1 km pelo Camí de Cavalls. Não fossem alguns tufos de vegetação e o mar ali ao lado, poderíamos julgar-nos num outro planeta – talvez Marte, pois a terra é avermelhada e as rochas assumem formas mirabolantes. E são precisamente estas rochas que servem de barreira às ondas mais fortes, formando uma espécie de laguna de águas tranquilas em que o único incómodo são as visitas regulares de grupos de alforrecas.

 

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É claro que vir a Menorca nesta altura não são só vantagens. Não havendo voos directos regulares para aqui, fora da época alta nem sequer podemos contar com os voos charter, e mesmo fazendo apenas uma escala acabamos por perder muitas horas em viagem. Além disso, o tempo já começa a estar incerto: o sol radioso vai sendo substituído por cada vez mais períodos de céu cinzento, o vento sopra forte de vez em quando, e até a chuva já fez a sua aparição na forma de dilúvios curtos mas tempestuosos. Os dias também já estão mais curtos, e com o sol a pôr-se normalmente atrás de falésias altas os fins de tarde na praia tornam-se sombrios e demasiado frescos – às cinco da tarde os nadadores-salvadores recolhem as bandeiras e começa a debandada geral.

 

Estes dias mais inconstantes são a “desculpa” perfeita para conhecer outros lugares da ilha que não as suas praias.

  • Mahón e Ciutadella são as duas cidades principais, cada uma em seu género mas ambas elegantes e simpáticas.

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  • Os povoados talaióticos são importantíssimos vestígios pré-históricos de uma cultura com características próprias que se desenvolveu nas Baleares na Idade do Ferro, entre os séculos XXI e II a.C. Das centenas de locais existentes na ilha, 32 constituem bens patrimoniais da candidatura da cultura talaiótica menorquina a património mundial.

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  • Binibequer Vell, perto de Mahón, é uma povoação construída nos anos 60 e 70 imitando as antigas aldeias de pescadores de Menorca. Concebida pelo arquitecto menorquino Antoni Sintes Mercadal, fascina pela sua brancura e pela sua traça labiríntica de ruas estreitinhas e escadarias irregulares que fazem lembrar as ilhas gregas. Apesar da sua finalidade essencialmente turística, é impossível resistir ao encanto especial deste lugar.

 

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Com a minha estadia em Menorca quase a terminar, a vontade de ir embora é pouca. Dez dias parece muito para uma ilha tão pequena, e no entanto é tão pouco para ver tudo o que ela nos oferece. Sem qualquer ostentação, estes 700 km2 incluídos na Reserva da Biosfera da Unesco têm muito mais do que apenas praias e aldeamentos turísticos, e é impossível não ficar fascinada com toda esta diversidade e tantos ambientes tão encantadores.

 

Um destes dias hei-de voltar aqui. Com mais posts no blogue e, se tudo correr bem, em pessoa.

 

 

Onde fiquei: 

Hotel Ilunion Menorca

 

Onde comi:

Restaurante El Mirador

Restaurante Acuario

Restaurante Mesón Murciano

Bar-restaurante Alaska

 

 

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