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Viajar. Porque sim.

Paixão por viagens, escrita e fotografia

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Um roteiro na Madeira

 

Da primeira vez que estive na Madeira, a sensação ao sair do aeroporto foi de estranheza. Era Novembro, uma hora e meia antes em Lisboa estava praticamente Inverno mas no Funchal fazia sol, o ar estava ameno e o mar extremamente calmo. Havia vegetação por todo o lado, encostas cobertas de verde com salpicos de casas pelo meio, grandes folhas de bananeiras e palmeiras agitadas pela brisa suave, um ambiente a fazer lembrar os trópicos. E no entanto os carros tinham matrícula portuguesa, as placas de sinalização e os letreiros estavam em português, a maioria das casas tinham a traça das nossas casas… Estava em Portugal, mas ao mesmo tempo parecia-me que não estava.

 

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Com o passar dos dias e o avolumar do encantamento em que a ilha me foi enredando, essa sensação começou a desvanecer-se – talvez porque me habituei, ou talvez porque fui reconhecendo a alma portuguesa em tantos pequenos pormenores – mas nunca desapareceu por completo. Nem nesses dias, nem quando voltei para uma estadia maior, e decerto continuará presente quando lá regressar. A Madeira é uma dose de beleza concentrada em forma de ilha, onde a paisagem e o clima variam a cada meia dúzia de quilómetros, por vezes drasticamente: já saí do Funchal com um sol radioso para ir encontrar montículos de neve no Pico do Areeiro, já quase voei com a ventania na Ponta de São Lourenço, para depois encontrar uma tarde quente e calma em Santana, e precisar de vestir um casaco na frescura de Ribeiro Frio.

 

Apesar dos seus meros 740 km2, não se pense que é possível conhecer toda a ilha em dois ou três dias. É verdade que vamos do Funchal a Porto Moniz em 50 minutos, por oposição às 4 horas que a viagem demorava até finais do século passado. A construção de dezenas de túneis a partir dos anos 80 – até essa década os 28 túneis construídos somavam cerca de 5 km de extensão; actualmente atingem um total de 100 km, distribuídos pelo impressionante número de 180 túneis – deu tanto aos habitantes locais como aos visitantes a possibilidade de ignorarem a orografia acidentada da ilha e moverem-se de um lado para o outro com mais facilidade e maior rapidez. Mesmo assim, a Madeira tem demasiados pontos de interesse, demasiada beleza para ser vista a correr. Por isso, fica aqui uma sugestão de roteiro por alguns dos lugares imperdíveis desta ilha.

 

 

Dia 1 – Santa Cruz – Lido – Funchal

 

O ideal é alugar carro logo a partir do aeroporto de Santa Cruz e aproveitar para ir conhecer esta pequena mas bem simpática cidade e as suas ruas divididas entre a calçada à portuguesa e a típica calçada madeirense, feita de seixos e calhaus rolados. A praia das Palmeiras e a Igreja Matriz de São Salvador, a segunda maior igreja da ilha, são de visita obrigatória.

 

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Se ficar na zona do Funchal onde se situa a maior parte dos hotéis, conhecida como Lido, depois de se instalar no hotel aproveite para dar um passeio a pé no parque junto ao complexo balnear, com os seus miradouros que oferecem diferentes perspectivas do mar e do ilhéu Gorgulho, o ex libris da zona.

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Desça depois até ao centro da cidade. De caminho, no jardim do Casino Park Hotel cumprimente a estátua da Imperatriz Sissi, esculpida por Lagoa Henriques, e continue até chegar ao próprio Casino, que foi construído segundo uma ideia original de Oscar Niemeyer.

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Cruze o Parque de Santa Catarina, entre na Avenida Arriaga e vá conhecer o pequeno mas luxuriante Jardim Municipal. Siga até ao fundo da avenida para ver a Sé Catedral e depois faça uma pausa para comer um absolutamente de-li-ci-o-so e tenríssimo prego em bolo do caco (que, como toda a gente sabe, não é um bolo mas sim um tipo de pão) na esplanada do Apolo, ali mesmo ao lado.

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A seguir percorra a habitualmente movimentada Avenida do Mar até ao fundo e vire à esquerda para entrar na zona velha do Funchal, agora transformada em bairro trendy, cheio de restaurantes e bares e portas coloridas. Um óptimo sítio para terminar o dia.

 

 

Dia 2 – Mercado dos Lavradores – Jardim Botânico da Madeira – Eira do Serrado – Curral das Freiras

 

Comece este dia de passeio num dos lugares mais emblemáticos do Funchal: o Mercado dos Lavradores. Os preços praticados são definitivamente só mesmo para turistas, mas o ambiente é um verdadeiro prazer para os sentidos, invadidos pela luz, cores, sons e cheiros deste espaço tão peculiar.

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Ainda na cidade, siga para o Jardim Botânico, outro local onde os sentidos vão continuar em festa. São 50.000 m2 de área ajardinada para percorrer entre cerca de 3.000 espécies vegetais, originárias de muitos pontos do globo e divididas em várias zonas distintas, com particular destaque para os jardins coreografados. Situado a uma cota que vai dos 150 aos 300 metros de altitude, o jardim oferece ainda a quem o visita algumas das vistas mais bonitas sobre a cidade do Funchal e o Atlântico.

 

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O destino seguinte, apenas 12 quilómetros mais a norte, também nos oferece uma vista impressionante mas não sobre o mar. Imprópria para quem tiver vertigens, a varanda do miradouro da Eira do Serrado ergue-se no vazio a mais de 500 metros de altura sobre o vale onde se abriga a aldeia do Curral das Freiras, no coração montanhoso da ilha da Madeira. A paisagem é absolutamente soberba. Depois desça até à povoação, e se o tempo estiver convidativo aproveite para se refrescar na mais recente “descoberta” da ilha: o Poço dos Chefes, uma espécie de piscina natural criada na ribeira que passa junto à aldeia.

 

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Dia 3 – Machico – Prainha (Caniçal) – Ponta de S. Lourenço – Porto da Cruz – Santana – Ribeiro Frio

 

Do Funchal siga para leste até à cidade de Machico, primeira capital da Madeira e actualmente a segunda cidade mais populosa da ilha. O centro histórico é acolhedor e a zona junto ao mar é deveras agradável, com particular destaque para a praia de areia que foi criada há alguns anos.

 

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Continuando para leste, a paisagem muda depois da passagem pelo Caniçal, trocando o verde pelas cores da terra árida. Vale a pena parar no miradouro da Prainha e descer até àquela que é uma das poucas praias de areia natural da Madeira, e uma das mais bonitas. A areia é muito escura, como é típico das areias de origem vulcânica, mas a praia está bem abrigada dos ventos fortes que normalmente assolam este extremo da ilha.

 

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A estrada termina na Ponta de São Lourenço, zona que constitui reserva natural. O vento e o mar esculpiram aqui belíssimas formações rochosas, cujas cores quentes contrastam com o fantástico tom verde-azul escuro do mar. A vista mais fabulosa será provavelmente a que se tem do miradouro da Ponto do Rosto: vários ilhéus pontiagudos em dégradés de cinza e ferrugem, rodeados por um anel branco espumoso, projectando-se das águas encarquilhadas pela ventania.

 

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Voltando para trás pela mesma estrada, o destino seguinte fica também na costa, mas já mais para norte. Porto da Cruz reconhece-se facilmente de longe pelos 580 metros de altura da Penha d’Águia, a escarpa inconfundível que limita a localidade pelo lado oeste. Tranquila, quase sonolenta, tem uma praia de calhau rolado que é sobretudo apreciada para a prática do surf, já que para nadar é mais convidativa a piscina do Complexo Balnear quase ali ao lado. Nos arredores cultiva-se cana-de-açúcar, transformada em mel de cana no engenho que funciona em Porto da Cruz desde 1927.

 

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Continue para norte até Santana. Não sendo uma cidade particularmente atraente no seu todo – na minha opinião, claro… – é aqui que ainda podemos ver algumas “palhaças”, as casas triangulares com tecto de colmo tradicionais da Madeira, hoje mantidas apenas para fins turísticos. É também aqui que fica o Parque Temático da Madeira, bem concebido e interessante tanto para miúdos como para graúdos, onde se passam algumas horas agradáveis. Outro motivo de interesse é o Caminho para Todos, um percurso pedestre largo e protegido de apenas 2 km (mais outro tanto para voltar), acessível à maioria das pessoas, que começa no Pico das Pedras e vai até às Queimadas.

 

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Regresse ao Funchal pela estrada que passa por Ribeiro Frio. Este parque natural é mais uma das jóias da Madeira, um oásis verde e fresco com milhares de árvores diferentes. A primeira paragem obrigatória nesta estrada é para percorrer a Vereda dos Balcões, com menos de 3 km no total e de cujo miradouro é possível observar os vários picos da Madeira (incluindo o Ruivo e o do Areeiro). A segunda paragem faz-se um pouco mais abaixo, para conhecer o viveiro de trutas.

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Dia 4 – Teleférico Funchal-Monte – Jardim Tropical Monte Palace – Senhora do Monte – Pico do Areeiro

 

O passeio de hoje começa novamente no Funchal e o primeiro destino é essa maravilha que dá pelo nome de Jardim Tropical Monte Palace. Em alternativa ao carro, sugiro que faça a subida no teleférico que parte do extremo leste da Avenida do Mar: 15 minutos de viagem à suavíssima velocidade de 4 metros por segundo, vendo a cidade a desfilar sob os nossos pés, substituída depois pelo verde da encosta, e sempre com o mar como cenário de fundo.  

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Já no Jardim, prepare-se para passar várias horas a percorrer os 70.000 m2 daquele que é considerado um dos mais belos jardins do mundo, entre veredas, estufas e lagos, obras de arte, exposições, peixes e aves aquáticas, painéis de azulejo e um sem-fim de outros motivos de interesse e prazer para os sentidos. Pode conhecer mais pormenores sobre o Monte Palace neste post.

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Quando finalmente decidir (relutantemente, tenho a certeza) sair deste jardim, passe pela Igreja da Nossa Senhora do Monte, erigida ali mesmo ao lado no cimo de uma escadaria, cruze o parque e depois espreite o fontanário neoclássico de mármore com a pequena imagem da santa que se encontra abrigado sob as árvores do Largo da Fonte.

 

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Para voltar ao Funchal pode optar novamente pelo teleférico, apanhar um autocarro perto do Largo da Fonte, ou então descer até ao Livramento nos célebres carrinhos de cesto (se achar que a experiência compensa o valor que pedem e a longa espera na fila) e depois fazer a pé ou de autocarro o resto do caminho.

 

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Aproveite o que lhe sobrar do dia para ir conhecer outro local emblemático da Madeira: o Pico do Areeiro. Com 1818 metros de altitude, é o terceiro pico mais alto da ilha, e o mais facilmente acessível de carro. Em dias de atmosfera limpa é possível ver dezenas de quilómetros da fabulosa paisagem em redor, e é também daqui que partem os famosos trilhos que nos levam ao Pico das Torres e ao Pico Ruivo. Antes de ir, convém perceber como é que está o tempo lá por cima, o que se consegue espreitando o link da webcam instalada no local: http://www.netmadeira.com/webcams-madeira/pico-do-arieiro.

 

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Dia 5 – Cabo Girão – Fajã dos Padres – Ribeira Brava – Ponta do Sol – Madalena do Mar – Mudas (Calheta) – Jardim do Mar – Paul do Mar – Ponta do Pargo

 

O dia de hoje será dedicado a percorrer costa sul da ilha para oeste do Funchal, e a primeira paragem é no famoso Cabo Girão, um dos cabos mais altos da Europa: são 589 metros a pique sobre as fajãs e o mar, que desde há uns anos também podemos observar por baixo dos nossos pés através da plataforma de vidro construída no miradouro. Escusado será dizer que a vista que dali temos é fascinante. Sugiro depois descer até à Fajã dos Padres de teleférico, para conhecer este cantinho tranquilo e cheio de histórias.

 

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Alguns quilómetros mais à frente, a Ribeira Brava é uma vila pacata e simpática. Tem ruas estreitas, uma área de esplanada junto à praia e ao forte – que se resume a uma torre circular –, uma igreja matriz, e um museu etnográfico que merece a visita.

 

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Siga para a Ponta do Sol, famosa pelas suas temperaturas amenas mas também – e sobretudo! – por dela se falar na popular e divertida canção de Max, ele mesmo um madeirense. Por ser o local que beneficia de mais horas de sol na Madeira, é bastante escolhida como lugar de “veraneio”, apesar de a praia não ter qualquer tipo de areia mas sim enormes calhaus rolados.

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Madalena do Mar (que é para mim a localidade com o nome mais bonito do país) é uma vila ainda mais pequena do que as suas vizinhas, mas tem um extensíssimo passeio marítimo ao longo da estreita faixa de pedras a que chamam praia, excelente para caminhar. É também a região da ilha onde se produz em maior quantidade a célebre banana da Madeira.

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Desde que construíram uma marina e uma praia de areia clara na Calheta que esta localidade passou a atrair mais visitantes, mas a minha sugestão é que se dirija directamente para o Mudas – Museu de Arte Contemporânea da Madeira. Equilibrado numa falésia abrupta sobre o Atlântico, este edifício concebido pelo arquitecto madeirense Paulo David tem um ambiente muito especial onde imperam o sossego e a sobriedade, e é um exemplo feliz de como a arquitectura e a paisagem podem fundir-se e em conjunto contribuírem para a valorização de um local. Pela sua situação geográfica privilegiada, é também um miradouro de excelência sobre a Calheta e o mar.

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Seguindo sempre junto à costa, a estrada leva-nos até Jardim do Mar e depois a Paul do Mar, duas localidades piscatórias que ainda preservam alguma da tranquilidade de quando eram de difícil acesso.

 

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Se ainda lhe sobrar tempo e quiser sentir-se como que no fim do mundo, faça-se à estrada sinuosa que segue para a Fajã da Ovelha e vai até à Ponta do Pargo, o extremo oeste da ilha da Madeira, assinalado a rigor pelo farol que dá pelo mesmo nome.

 

 

Dia 6 – Encumeada – Paul da Serra –Levada do Risco e das 25 Fontes – Porto Moniz – Véu da Noiva – São Vicente

 

A minha sugestão para o último dia deste roteiro é percorrer um dos trilhos pedestres mais bonitos da ilha da Madeira, ao qual deram o nome de Levada do Risco e das 25 fontes. Para lá chegar, escolha a estrada que passa pela Encumeada e pelo Paul da Serra, e aproveite para parar quando e onde puder. Vai ter oportunidade de ver vacas a pastar nas encostas verdejantes – e quem sabe até encontrá-las trotando calmamente pelo meio da estrada – talvez ocultadas por vezes por farrapos de nuvens brancas que vão passando abaixo do nível da estrada, empurrados pela brisa.

 

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Estacione no miradouro do Rabaçal e depois desça (dois quilómetros em estrada asfaltada) até à casa de abrigo onde tem início o trilho pedestre. Na realidade, a Levada do Risco e das 25 fontes inclui dois percursos devidamente assinalados, que totalizam 10 km de comprimento e nos levam até duas espectaculares quedas de água passeando ao lado de canais de cimento, criados pelo engenho humano para neles aprisionar a água das nascentes e levá-la até onde é mais precisa.

 

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Depois de conhecer estas belezas do interior da Madeira, é altura de conhecer outras, bem diferentes, na costa norte da ilha. Do Rabaçal até Porto Moniz não vai demorar muito mais de meia hora, e depois vai poder descansar dentro de água nas esplêndidas piscinas naturais (já “remodeladas” para o efeito) alimentadas pela água do mar que salta sobre as rochas. Passeie pela marginal e pela outra zona de pequenas piscinas aninhadas entre as formações rochosas. Se for com crianças, o Centro de Ciência Viva é uma excelente opção para elas se divertirem, tal como o Aquário da Madeira, instalado no actual Forte de São João Baptista, reconstruído à imagem e com a pedra do anterior.

 

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Para regressar ao Funchal siga pela estrada que acompanha a costa norte, entre túneis interrompidos por troços a céu aberto e com vista para o mar. Cerca de 11 km depois, pare no estacionamento junto ao miradouro para apreciar o Véu da Noiva, uma cascata que jorra abundante e directamente para o mar.

 

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Antes do destino final, pare em São Vicente, localidade que também não é escassa em motivos de interesse, desde as grutas vulcânicas ao Núcleo Museológico Rota da Cal, passando pelo Jardim Indígena.

 

 * * * * *

 

Este roteiro que sugiro é apenas um de tantos roteiros possíveis para conhecer as belezas naturais e construídas da encantadora ilha da Madeira. Muitos outros lugares há na ilha que não estão aqui mencionados e são igualmente merecedores de visita, por isso na sua viagem reserve tempo suficiente para apreciar com calma todas as surpresas – esperadas e inesperadas – que a Madeira vai certamente proporcionar-lhe.

 

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  (publicado na rubrica Viagens da revista Inominável nº 16)

 

 

Croácia - diário de viagem XVII - O roteiro completo

 

A Croácia, e muito particularmente a parte da Dalmácia que se encontra neste país, é um destino cada vez mais apetecível e apetecido pelos portugueses (e não só…). Sem desmerecer a comodidade das viagens organizadas pelas agências, conhecer este país de forma independente dá-nos uma liberdade muito maior e a possibilidade não só de viajar ao nosso ritmo, como de descobrir lugares maravilhosos que não são habitualmente incluídos nos roteiros mais “comerciais”.

 

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A oferta turística na Croácia é imensa, a todos os níveis, e é possível compor programas de férias para todos os gostos. Como (infelizmente!) a maioria de nós tem períodos de férias limitados, o roteiro que fiz para a viagem de que já vos falei em vários posts anteriores tentou juntar o útil ao agradável: conhecer aqueles locais que estavam no topo da minha lista de lugares a ver na Croácia, viajar com tranquilidade, poder descansar alguns dias e fazer praia, e ter flexibilidade para alterar o itinerário pré-preparado consoante achasse melhor.

 

Foi por isso que optei por guardar duas semanas para esta viagem, deslocar-me em carro alugado, e ir reservando os alojamentos apenas com um ou dois dias de antecedência.

 

Dizer que a Croácia superou o que eu esperava é dizer pouco. O único defeito que posso apontar é o facto de ter demasiado turismo nos meses de Verão, embora o mês em que fiz esta viagem – Setembro – tenha sido escolhido de propósito para ainda apanhar bom tempo, evitando no entanto a maré humana desesperante da chamada época alta.

 

Vejam abaixo um resumo da viagem, com ligação para os posts publicados sobre cada dia.

 

Dia 1 – Lisboa-Zagreb 

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Como o voo foi à tarde e depois ainda nos perdemos no caminho do aeroporto para o alojamento, chegámos ao nosso destino final em Zagreb já de noite; apenas houve tempo para jantar e dormir.

 

Dia 2 – Zagreb-Plitvice

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De manhã passeámos (e perdemo-nos, mais uma vez) por Zagreb, para irmos visitar o Cemitério de Mirogoj. Pode parecer estranho ir de propósito ver um cemitério, mas acreditem que este vale a pena. A tarde foi bem menos interessante, passada em viagem até Plitvice, onde chegámos já ao final do dia.

 

Dia 3 – Parque dos Lagos de Plitvice

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Um dia inteiro passado neste pequeno paraíso, que consegue a proeza de ser ainda mais bonito do que o que é retratado nas fotografias. Em qualquer viagem à Croácia, é definitivamente obrigatório visitar este parque.

 

Dia 4 – Plitvice-Split-Trogir (Seget Donji)

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O nosso primeiro dia na Dalmácia. Chegámos a Split (a segunda maior cidade da Croácia) a tempo de almoçar e passámos a tarde a conhecer o centro histórico, aninhado no famoso Palácio de Diocleciano. Ao cair da noite seguimos até Trogir, uma pequena cidade a cerca de 30 km de Split, onde tínhamos reservado alojamento na zona balnear de Seget Donji.

 

Dia 5 – Trogir

Trogir - St. Nicholas' convent - viajarporquesim.b

Trogir - St. Marcus Tower - viajarporquesim.blogs.

Trogir é uma cidade simpática, com um ambiente muito próprio. Tem uma marina e um lindíssimo centro histórico, situado numa ilha separada do continente por um canal estreito, e é bem mais tranquila do que a sua vizinha Split.

 

Dia 6 – Trogir (Seget Donji)

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Por vezes a sorte atravessa no nosso caminho locais que nos apaixonam à primeira vista, e Seget Donji foi para nós um desses lugares. Gostámos tanto desta zona de praia que acabámos por decidir ficar por aqui mais tempo do que o planeado.

 

Dia 7 – Seget Donji-Šibenik- Seget Donji

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Entre banhos de sol, de mar e de piscina reservámos uma tarde para visitar Šibenik, que é mais uma cidade cheia de história.

 

Dia 8 – Seget Donji-Split-Brač (praia de Zlatni Rat)-Split- Seget Donji

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Outro dos pontos altos da viagem foi a visita à ilha de Brač – ou, mais propriamente, à praia de Zlatni Rat, considerada uma das mais bonitas da Europa. A viagem de barco a partir de Split dura menos de uma hora e depois é preciso fazer o percurso entre Supetar e Zlatni Rat, mas a praia vale realmente a visita.

 

Dia 9 – Seget Donji

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Mais um dia aproveitado para descansar e fazer praia, tendo sempre uma paisagem maravilhosa por companhia.

 

Dia 10 – Trogir-Dubrovnik

Trogir-Dubrovnik.jpgDubrovnik - Stradun

Fizemos o percurso para Dubrovnik em grande parte acompanhando o belíssimo cenário da costa de Makarska. O almoço incluiu vista sobre o Adriático, antes de fazermos uma breve passagem por território bósnio, a 60 km do nosso destino do dia. Depois de descobrirmos o alojamento e nos instalarmos, saímos imediatamente para conhecer Dubrovnik à noite – e podem acreditar que mesmo sob as luzes artificiais, a cidade não desilude.

 

Dia 11 – Dubrovnik (ilha de Lokrum)

Lokrum

Lokrum

O centro histórico de Dubrovnik não é muito grande, mas uma vez lá dentro perdemos a noção do tempo. É também obrigatório visitar a ilha de Lokrum, maravilhosamente verde e fresca.

 

Dia 12 – Dubrovnik-Montenegro-Dubrovnik

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Dubrovnik está situada no extremo sul da Croácia e a baía de Kotor, já em território montenegrino, fica mesmo ali ao lado, por isso não podíamos deixar passar a oportunidade de conhecer mais esta pequena maravilha da natureza. Continuámos até à cosmopolita zona balnear de Sveti Stefan, e no regresso ainda houve tempo para conhecer Budva.

 

Dia 13 – Dubrovnik

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Mais um dia dedicado a conhecer Dubrovnik, com uma subida no teleférico até ao miradouro do Forte Imperial para ter uma visão de águia sobre a cidade.

 

Dia 14 – Dubrovnik-Zadar 

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Com a viagem quase no fim, faltava-nos ainda uma cidade também imperdível: Zadar, onde séculos de história coabitam com atracções modernistas, criando uma atmosfera única e diferente da que se vive noutras cidades croatas.

 

Dia 15 – Zadar-Zagreb-Lisboa 

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No dia do regresso a casa, ainda tivemos tempo para aproveitar grande parte da manhã em passeio por Zadar. A viagem para Zagreb foi toda feita em auto-estrada e não teve grande história, e ao final da tarde apanhámos o voo de volta a Lisboa. 

 

 

Encontram mais informações úteis sobre a Croácia e esta viagem de carro neste post: Diário de viagem - I - Os preparativos e outros pormenores 

 

 

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Menorca, finalmente

 

Perdi a conta às vezes em que pensei vir a Menorca. Em várias delas cheguei a ter praticamente tudo planeado mas, quando estava prestes a marcar a viagem, por uma razão ou por outra a vida encarregava-se de me levar para qualquer outro lado. Este ano o plano era fazer uma viagem para paragens mais longínquas, mas uma vez mais a vida tratou de me dar a volta – e por isso agora aqui estou eu, em Menorca, finalmente.

 

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A época alta já passou, mas o tempo ainda está suficientemente quente e a temperatura da água continua amena. Este deve ser provavelmente um dos melhores meses para aqui passar uns dias a descansar, longe da confusão que se instala habitualmente em Julho e Agosto em todo e qualquer quilómetro quadrado que tenha um bocadinho de praia. Nesta altura a grande maioria dos visitantes são casais ou com filhos muito pequenos, ou já para lá da meia-idade – tudo gente que não está dependente dos horários escolares para programar as suas férias. Como tal, o ambiente é de relaxamento e tranquilidade, com hotéis a meio gás e preços a condizer, facilidade em encontrar estacionamento para o carro, muito espaço para estender a toalha na areia, empregados de restaurante calmos e sorridentes. E eu, que preciso mesmo é de descanso e detesto grandes confusões, sinto que estou no lugar ideal.

 

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Para base destas minhas férias escolhi Cala Galdana. A praia é linda, tem bons hotéis, restaurantes e outros tipos de comércio em número suficiente, tudo isto enquadrado num cenário dominado pelo verde e que ainda mantém a harmonia. A água é transparente e está a uma temperatura que alguns considerarão quentinha, embora para mim seja apenas suficiente para conseguir enfiar-me nela quando o sol aperta (ninguém me mandou ser friorenta…). Mesmo quando o vento sopra com mais vontade, na enseada de Cala Galdana não há ondas – é praticamente uma piscina, daí ser ideal para as crianças, mesmo as mais pequeninas, e para quem, como eu, gosta de nadar sossegada sem ter de andar com um olho na onda que lá vem ou preocupada com a corrente que está a puxar.

 

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A ilha tem uma costa muito recortada, e às inúmeras praias entre as falésias rochosas dão o nome de “calas”. Algumas são minúsculas, outras atingem uma dimensão respeitável. No sul são geralmente rodeadas de muita vegetação, sobretudo pinheiros – e o cheiro da seiva aliado ao do mar é qualquer coisa de sublime. A areia é fininha e quase branca, e a ondulação praticamente inexistente. No norte a vegetação é mais rasteira, a areia é mais grossa e mais escura, com tons que vão da argila ao ocre, e a água é mais batida, mas as paisagens são igualmente soberbas.

 

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Em Menorca existe uma política de preservação do meio ambiente bastante razoável. Sabem que o trunfo que a ilha tem é o turismo, e fazem questão de preservar a galinha dos ovos de ouro. O valor maior está nas muitas praias pouco acessíveis, várias delas sem quaisquer infra-estruturas de apoio, que a ilha oferece a quem é apreciador de lugares mais genuínos e menos poluídos pelo turismo de massas. Chamam-lhes “praias virgens” e a elas não se chega de carro, só mesmo a pé ou de bicicleta.

 

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A melhor forma de chegar a estas praias é percorrer o Camí de Cavalls, um trilho pedestre que contorna toda a ilha. O nome vem do séc. XIV, quando por imposição real o perímetro de Menorca começou a ser patrulhado por cavalos armados, com o propósito de vigiar e defender a ilha. Reaberto em 1996 e finalmente incluído em 2010 nos trilhos de grande rota com o número GR223, os seus 185 km dividem-se por 20 etapas, todas excelentemente assinaladas e na sua maioria fáceis de percorrer (já vi pais com crianças pequenas pela mão), mesmo contando com algumas subidas mais puxadas.

 

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Cala Galdana fica na costa sul e tem como vizinhas próximas algumas das praias mais bonitas da ilha. Para leste, a menos de 2 km, fica Cala Mitjana (ao lado da sua irmã, a minúscula Cala Mitjaneta). É, segundo consta, um dos troços mais bonitos do Camí de Cavalls, e como bónus podemos fazer um pequeno desvio, ainda dentro da povoação, para observar a fantástica baía de Cala Galdana vista a partir do miradouro de Sa Punta. Para quem vai de carro há um parque de estacionamento junto à estrada que vem de Ferreries, e a seguir desce-se cerca de 1 km, por entre árvores frondosas mas em caminho maioritariamente cimentado, até chegar à praia. Encaixada entre falésias calcárias cobertas de pinheiros, o areal é mais extenso do que parece, e junto à entrada há algumas mesas de piquenique. Visitei-a num dia algo ventoso e com o sol meio encoberto, daqueles em que é precisa alguma coragem para despir a roupa, e a praia estava pouco frequentada, o que terá certamente contribuído para a boa impressão que me causou. Não menosprezando outras onde também estive, Cala Mitjana é para mim a mais bonita de todas.

 

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A oeste de Cala Galdana encontramos a Cala Macarella, e a seu lado a mais pequena Cala Macarelleta. Macarella é uma das praias mais populares de Menorca, sobretudo porque tem dois parques de estacionamento bastante perto e, na própria praia, um “chiringuito” (um restaurante/bar/barraca de praia, neste caso com capacidade para bastantes pessoas, e que disponibiliza casas de banho). Porque fica habitualmente muito cheia, desde este Verão que os parques de estacionamento de Cala Macarella ficam vedados aos automóveis entre 14 de Maio e 16 de Outubro, sendo disponibilizados autocarros para fazerem a ligação desde Ciutadella (com bilhetes ao preço “módico” de 8,20€). Mas pelo Camí de Cavalls são apenas cerca de 2 km a partir de Cala Galdana, uma meia horita de passeio entre as árvores com uma escadaria de madeira no final, onde nos espera um crescente de areia fina (mas com muitas agulhas de pinheiro…) e água com a cor turquesa comum às praias desta zona. Atravessando a praia e seguindo sobre a falésia durante mais uns cinco minutos chega-se à Cala Macarelleta, mais pequena mas igualmente bonita.

 

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Outra das praias mais famosas da ilha é Cala en Turqueta. Está a 5 km de distância de Cala Galdana indo pelo Camí de Cavalls, mas se quisermos ir de carro são 33 km até ao estacionamento, com mais 1 km a pé até à praia. Seja qual for o meio de transporte que se escolha, vale a pena conhecer mais esta praia menorquina. Tem uma ampla zona de piqueniques sob as árvores e uma rocha que a divide em duas, sendo o lado mais pequeno especialmente preferido pelos naturistas. Apesar de ter um parque de estacionamento com lugares limitados, a afluência de banhistas é enorme (sim, mesmo em Outubro e depois de uma noite de trovoada e chuva diluviana…), e a partir de determinada hora não só deixa de haver lugar para estacionar como se torna difícil encontrar um metro quadrado de areia livre para estender a toalha. Bonita, sem dúvida, mas este sobrepovoamento rouba-lhe algum encanto.

 

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As praias do norte são muito diferentes. Mais áridas e menos abrigadas, ainda assim algumas delas conseguem ser bastante populares, como é o caso de Cala Pregonda. Também muito gabada pela sua beleza, tem na verdade uma atmosfera particular e não defrauda as expectativas. Fica longe da “civilização” e para lá chegar há que deixar o carro no parque de estacionamento da praia de Binimel-là (onde existe um restaurante), percorrer um passadiço de madeira, atravessar a dita praia e depois seguir cerca de 1 km pelo Camí de Cavalls. Não fossem alguns tufos de vegetação e o mar ali ao lado, poderíamos julgar-nos num outro planeta – talvez Marte, pois a terra é avermelhada e as rochas assumem formas mirabolantes. E são precisamente estas rochas que servem de barreira às ondas mais fortes, formando uma espécie de laguna de águas tranquilas em que o único incómodo são as visitas regulares de grupos de alforrecas.

 

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É claro que vir a Menorca nesta altura não são só vantagens. Não havendo voos directos regulares para aqui, fora da época alta nem sequer podemos contar com os voos charter, e mesmo fazendo apenas uma escala acabamos por perder muitas horas em viagem. Além disso, o tempo já começa a estar incerto: o sol radioso vai sendo substituído por cada vez mais períodos de céu cinzento, o vento sopra forte de vez em quando, e até a chuva já fez a sua aparição na forma de dilúvios curtos mas tempestuosos. Os dias também já estão mais curtos, e com o sol a pôr-se normalmente atrás de falésias altas os fins de tarde na praia tornam-se sombrios e demasiado frescos – às cinco da tarde os nadadores-salvadores recolhem as bandeiras e começa a debandada geral.

 

Estes dias mais inconstantes são a “desculpa” perfeita para conhecer outros lugares da ilha que não as suas praias.

  • Mahón e Ciutadella são as duas cidades principais, cada uma em seu género mas ambas elegantes e simpáticas.

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  • Os povoados talaióticos são importantíssimos vestígios pré-históricos de uma cultura com características próprias que se desenvolveu nas Baleares na Idade do Ferro, entre os séculos XXI e II a.C. Das centenas de locais existentes na ilha, 32 constituem bens patrimoniais da candidatura da cultura talaiótica menorquina a património mundial.

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  • Binibequer Vell, perto de Mahón, é uma povoação construída nos anos 60 e 70 imitando as antigas aldeias de pescadores de Menorca. Concebida pelo arquitecto menorquino Antoni Sintes Mercadal, fascina pela sua brancura e pela sua traça labiríntica de ruas estreitinhas e escadarias irregulares que fazem lembrar as ilhas gregas. Apesar da sua finalidade essencialmente turística, é impossível resistir ao encanto especial deste lugar.

 

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Com a minha estadia em Menorca quase a terminar, a vontade de ir embora é pouca. Dez dias parece muito para uma ilha tão pequena, e no entanto é tão pouco para ver tudo o que ela nos oferece. Sem qualquer ostentação, estes 700 km2 incluídos na Reserva da Biosfera da Unesco têm muito mais do que apenas praias e aldeamentos turísticos, e é impossível não ficar fascinada com toda esta diversidade e tantos ambientes tão encantadores.

 

Um destes dias hei-de voltar aqui. Com mais posts no blogue e, se tudo correr bem, em pessoa.

 

 

Onde fiquei: 

Hotel Ilunion Menorca

 

Onde comi:

Restaurante El Mirador

Restaurante Acuario

Restaurante Mesón Murciano

Bar-restaurante Alaska

 

 

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