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Viajar. Porque sim.

Paixão por viagens, escrita e fotografia

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ILHAS GREGAS - Notas de viagem

 

 

Fuso horário

A Grécia está duas horas adiantada em relação a Portugal.

 

 

Quando ir

Esqueçam Julho e Agosto. Além de ser tudo mais caro, há multidões de gente em todo o lado. Em Junho os dias são grandes e o tempo já está habitualmente muito agradável, embora seja bom contar com alguma variação de temperatura e por vezes mesmo um chuvisco. Setembro também é um mês excelente para visitar as ilhas gregas: o tempo ainda está quente e conseguem-se algumas boas promoções nos hotéis. No Outono e no Inverno muitos estabelecimentos hoteleiros encerram, e o clima instável não favorece as viagens de barco entre ilhas.

 

O que comer

Há de tudo um pouco, desde fast-food até comida asiática, mas recomendo sem dúvida os pratos típicos. O queijo é presença quase constante na comida tradicional grega, sobretudo o feta, muito usado nas saladas. As carnes grelhadas são excelentes, desde o porco ao frango, e há souvlaki (espetadas grelhadas) de tudo – de peixe, de marisco, de todos os tipos de carne, e com misturas várias. Gyros é carne grelhada em espetos giratórios (de forma idêntica ao doner kebab turco), depois cortada em lascas e misturada com tomate, cebola e molho tzatziki (feito com iogurte e pepino), por vezes também com batata frita, e enrolada em pão pita. Moussaka é um tipo de empadão de carne moída misturada com batata, beringelas e molho de tomate, com uma “tampa” de molho branco, tudo cozinhado no forno (de preferência em tachinhos de barro). Uma entrada popular é imam bayildi, beringela recheada com tomate, cebola, alho e salsa e depois assada no forno. A influência italiana nota-se no pastitsio, uma espécie de lasanha feita com macarrão, carne picada, molho de tomate e béchamel. Quanto às sobremesas, a dificuldade está em escolher. Desde a deliciosa baklava (massa filo recheada com frutos secos e mel) ao kataifi (também com frutos secos e mel, mas com uma massa filo na forma de fios fininhos), passando pelas pequenas tartes com cremes variados e frutas envoltas em mel, ou o pudim halva, há todo um mundo doce a descobrir. Os gelados italianos e os de iogurte grego, todos nos mais variados sabores, são também omnipresentes.

    

 

Onde ficar

A dificuldade está na escolha, pois há ofertas para todos os gostos e bolsas, desde hotéis de luxo com todo o tipo de comodidades e extras até aos alojamentos mais baratos – a relação qualidade é quase sempre correcta, e mesmo os pequenos hotéis mais em conta são confortáveis e bem arranjados. Na grande maioria será necessário pagar o pequeno-almoço à parte, ou então optar por tomá-lo fora; há inúmeros cafés e snack-bars por todo o lado, e normalmente disponibilizam menus com vários tipos de pequeno-almoço, a preços idênticos ou até ligeiramente mais baixos do que os dos hotéis. Em contrapartida, todos ou quase todos oferecem transfer gratuito de e para o porto (ou aeroporto, quando existe) que serve a ilha, bastando para isso avisar com alguma antecedência. Também todos, mesmo os mais modestos, disponibilizam rede sem fios para os seus clientes, embora nalgumas ilhas a velocidade possa ser algo baixa. Mesmo fora da época alta, convém fazer marcação com pelo menos um ou dois dias de antecedência, seja pela net, seja numa das inúmeras pequenas agências de viagem locais que há em todas as ilhas e que tratam de tudo, desde a venda de bilhetes para os ferries até à organização de excursões.

         

 

O que comprar

A parafernália habitual das zonas turísticas é abundante e imensamente variada. Mas há muito mais para além disso: joalharias com peças de design elaborado (e preços a condizer…), artesanato original e primorosamente executado, obras de arte com grande qualidade – em resumo, tudo o que se desejar, e mais ainda. Difícil é resistir às tentações, por isso convém deixar algum espaço livre ao fazer a mala, porque de certeza virá cheia no regresso.


  
  

 

As pessoas

Os gregos que trabalham na indústria hoteleira e da restauração são, quase sem excepções, extremamente simpáticos, prestáveis e eficientes. Falam inglês pelo menos o suficiente para nos entenderem, e alguns até mesmo um inglês excelente. São bem-dispostos e educados, e mesmo as pessoas mais velhas parecem estar habituadas ao turismo e não dispensam aos estrangeiros mais do que uma leve curiosidade. Nas zonas mais movimentadas, onde os restaurantes competem uns com os outros, oferecem os seus serviços à porta do estabelecimento, mas nunca se tornam inconvenientes.

 

   

 

Os transportes

Os ferries e os barcos rápidos (habitualmente catamarãs) são a forma mais prática de viajar dos portos de Pireu e Rafina para as ilhas, e entre as próprias ilhas. Há ligação de Atenas para o Pireu por metro (vinte minutos de viagem a partir do centro) e para Rafina por autocarro (cerca de uma hora e meia a partir do centro, menos tempo se for a partir do aeroporto de Eleftherios Venizelos). As ilhas maiores têm ligações mais frequentes, enquanto que as pequenas às vezes apenas têm uma por semana. Há catamarãs que apenas transportam passageiros (não fazem serviço de ferry) e todos eles são bastante mais caros do que os barcos regulares, mas cobrem as distâncias em metade do tempo ou menos e são extremamente confortáveis. A bordo das embarcações existem snack-bars que servem bebidas várias, sanduíches, pastéis variados e tartes, bolos, aperitivos salgados, e mesmo saladas e hambúrgueres – enfim, o suficiente para nãos e passar fome durante a viagem. A oferta é proporcional ao tamanho das embarcações e à duração dos trajectos, sendo que alguns podem demorar oito horas ou até mais. Os ferries maiores têm vários pisos, decks abertos para fumadores e para quem quer apreciar a paisagem e o ar fresco, zonas de refeição, áreas com sofás e pequenas poltronas confortáveis, airseats (poltronas estofadas, com braços e reclináveis), cabinas para dormir (alguns barcos fazem o percurso durante a noite), lojas, jogos electrónicos e – porque é permitido levar animais – até mesmo canis! Há também lugares especiais para deixar a bagagem mais pesada e que, apesar de serem abertos, são absolutamente seguros. Os telemóveis têm sempre rede. Há tomadas para ligar carregadores e até mesmo rede wifi – mediante o pagamento de uma quantia. As tripulações são simpáticas e prestáveis, e todos os membros falam inglês.

 

    

 

Para as deslocações dentro de cada ilha, tudo depende do que se pretende ver e do tamanho da ilha. Os autocarros são uma boa escolha para deslocações esporádicas, e nalgumas ilhas a oferta é frequente e cumprem os horários. No entanto, noutras já não será tanto assim. Os táxis não são caros e poderão ser uma boa opção para certas situações. Mas se a ilha for maiorzinha e pretenderem visitá-la de uma ponta à outra, então o melhor mesmo é alugar um carro. Os alugueres são em conta, mesmo que seja só para um dia (são mais baratos do que em Portugal), e alugar um carro permite liberdade de movimentos e horários, e muitas vezes acesso a locais que de outra forma será impossível visitar.

 

O que fazer 

Cada ilha tem as suas particularidades e os seus encantos, mas há características comuns a todas elas. Praias das mais variadas, para aproveitar desenfreadamente ou apenas em pequenas doses, passeios de barco à volta da ilha (por vezes há praias onde só se chega de barco) ou a ilhas próximas, enchendo os olhos com aquele mar cor de esmeralda, ruínas milenárias, capelas e igrejas (o interior das igrejas ortodoxas é habitualmente fascinante). Os centros históricos das cidades e vilas mais antigas, com as suas ruazinhas estreitas e sinuosas, por vezes cheias de degraus, com mais ou menos comércio, e com agradáveis surpresas ao virar de uma qualquer esquina insuspeita. Seja grande ou pequena a ilha que se visita, monotonia é palavra que não tem cabimento. Mesmo para os espíritos mais exigentes.

    

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