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Viajar. Porque sim.

Paixão por viagens, escrita e fotografia

Viajar. Porque sim.

Paixão por viagens, escrita e fotografia

Diário de uma viagem à Costa Rica XVII

Dia 17

 

Último dia e ainda tanto tinha ficado por ver... Que vontade de não ter de partir!

 

Era preciso entregar o carro no aeroporto antes do meio dia, apesar do voo estar marcado para as 17.20. Mas por tão poucas horas não valia a pena pagar mais um dia de aluguer. E o pior é que ainda seria necessário atravessar mais uma vez a louca confusão do tráfego de San José.

 

 

 

Sete e pouco da manhã, tempo para as últimas fotografias e para tomarmos o pequeno-almoço na varanda do hotel. Depois dedicámos alguns minutos às compras: café, pequenas ofertas para a família e os amigos, CDs de música de artistas costa-riquenhos – com a etiqueta Papaya Music, que nos tinha sido recomendada pelo músico colombiano com quem tínhamos falado em Monteverde. Mais algumas fotos, malas no carro, uma última paragem ao pé da igreja antes de finalmente nos decidirmos a ir embora.

 

 

 

Ainda tínhamos mais uma tarefa para levar a cabo antes de deixarmos a Costa Rica. Um amigo que tinha estado no país no ano anterior prometera enviar umas fotos que tinha tirado com uns miúdos em Cot, uma localidade a caminho do vulcão Irazú. Mas a maioria das casas na Costa Rica não tem número de porta, algumas nem sequer nome de rua, e o envelope que ele tinha enviado pelo correio uns meses antes tinha-lhe sido devolvido, pelo que ele pedira-nos para as entregarmos pessoalmente quando passássemos por lá. Na véspera tínhamo-nos esquecido de as levar connosco, mas não queríamos sair do país sem cumprir o prometido. E lá voltámos nós à estrada que leva ao cume do vulcão, rodeada de férteis campos agrícolas, sempre a subir. Cot é uma pequena povoação igual a tantas outras, casas pequenas e baixas com telhado de zinco, um ar sonolento a pairar por todo o lado, talvez por ser sábado e ainda cedo. Percorremos as ruas estreitas à procura da senhora a quem estava dirigido o envelope, saímos da povoação, voltámos a entrar, pedimos indicações a várias pessoas, andámos de um lado para o outro feitos baratas tontas, e ao fim de meia hora lá encontrámos uma espécie de mercearia que vinha mencionada no endereço, onde nos indicaram a casa onde morava a tal senhora, Rosa de seu nome próprio. Quando aparecemos ao portão, olhou-nos com ar desconfiado – o que lhe quereriam àquela hora dois estrangeiros vindos do outro lado do mundo? Finalmente, quando lhe mostrámos as fotos, lá pareceu lembrar-se do nosso amigo e perceber o porquê da nossa visita. Mas não se mostrou muito eloquente, e creio mesmo que ficou aliviada por poder voltar aos seus afazeres domésticos quando nos despedimos e voltámos a entrar no carro.

 

 

 

Como ainda não tínhamos visto quase nada de San José, aproveitámos a passagem pela cidade para darmos uma volta, sempre dentro do carro porque estacionar no centro é praticamente impossível. Há pessoas e carros por todo o lado, e algumas ruas estão interditas aos veículos. Mesmo assim, ainda conseguimos dar uma vista de olhos aos edifícios mais emblemáticos da cidade: o Teatro Nacional, o edifício dos Correios e o curioso Edifício Metálico.

 

 

 

O resto do tempo disponível foi gasto em Alajuela, em parte no Centro Comercial Real Cariari, pouco movimentado mas com algumas lojas engraçadas – onde fizemos mais umas compras de última hora – e em parte na agência local da Dollar rent-a-car, para devolvermos o nosso fiel Jimny, que tantas aventuras tinha vivido connosco. O shuttle da agência levou-nos depois ao aeroporto, onde ainda tivemos algumas horas para as últimas formalidades antes do embarque, como por exemplo pagar o imposto de saída (nada mais nada menos do que 23 US Dólares por pessoa, na altura o equivalente a 16 Euros e meio), e a seguir comer, passear pelas lojas francas, que ofereciam alguns produtos interessantes a preços apetecíveis (mais compras…) e ler um pouco, tudo na maior calma.