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Viajar. Porque sim.

Paixão por viagens, escrita e fotografia

Viajar. Porque sim.

Paixão por viagens, escrita e fotografia

Diário de uma viagem à Costa Rica VIII

Dia 8

 

Monteverde foi fundada por um grupo de Quakers norte-americanos originários de Fairhope, no Alabama, que migraram para esta zona em 1951. Lavradores e produtores de lacticínios por natureza, dedicaram-se à criação de gado e abriram em 1953 a Fábrica de Queijo de Monteverde, dando origem a uma importante actividade comercial que ainda hoje suporta economicamente a região – são produzidos por dia aproximadamente 1550 kg de dezassete diferentes variedades de queijos.

 

A vasta área que não foi aproveitada para a agro-pecuária constitui hoje a Reserva da Floresta Nebulosa de Monteverde, onde chegámos quase às oito da manhã depois de mais uma sacudida viagem de autocarro. O ar já estava a aquecer, embora a humidade criasse frescura nos locais mais sombrios, provocando arrepios. No céu azul com poucas nuvens, nem prenúncio de chuva. Aliás, foram raras as vezes em que a chuva caiu durante toda a nossa viagem, apesar de teoricamente estarmos quase no início da estação húmida.

 

Ao comprarmos as entradas (que aqui também são válidas para o dia inteiro, mesmo que se saia do parque mais do que uma vez) o recepcionista deu-nos um mapa da Reserva e indicou-nos todos os trilhos que poderíamos percorrer e a duração aproximada de cada percurso, além daqueles por onde não deveríamos aventurar-nos, por estarem em mau estado ou em manutenção.

 

A Reserva Biológica da Floresta Nebulosa de Monteverde é gerida pelo Centro Científico Tropical e tem uma área de 105 km2. Devido às condições atmosféricas particulares da região, a flora exibe uma diversidade notável e a vida selvagem é abundante e variada. Estão identificadas 500 espécies de borboletas, mais de 150 de anfíbios e répteis, e cerca de 100 espécies de mamíferos, além das 400 de pássaros. Entre estes, o mais famoso de todos é sem dúvida o quetzal resplandecente, e por sorte escolhemos a altura do ano em que seria mais provável ver algum, uma vez que a época em que se encontram mais activos é a da nidificação, precisamente entre Abril e Maio.

 

Mal tínhamos percorrido uma centena de metros quando a nossa atenção foi despertada por um ajuntamento de visitantes e guias, todos de olhos e binóculos apontados para uma determinada árvore. Procurando atentamente, conseguimos descortinar um quetzal fêmea – menos colorida e plumosa que o macho – que se deixava tranquilamente observar, pousada num ramo alto. Então, quando tentávamos encontrar um local melhor para tirarmos mais umas fotos, a uniformidade verde foi subitamente quebrada por um relâmpago de penas esvoaçando em tons de amarelo, vermelho e azul, uma visão deslumbrante e fugaz de um quetzal macho que voava de uma árvore para outra. Não consegui impedir-me de soltar um grito de entusiasmo por ter conseguido vislumbrar aquele que era um dos meus objectivos para esta visita – e que, infelizmente, desapareceu tão rápido como tinha surgido.

 

 

Como tínhamos planeado passar a maior parte do dia na Reserva, iniciámos o passeio pelo trilho Bosque Nuboso, que se estende por 1900 metros ao longo do lado sul da floresta. É um dos caminhos mais bonitos, onde vimos belíssimos exemplares de figueiras estranguladoras, flores desconhecidas e muitos pássaros de porte pequeno. Tem alguns troços inclinados e quase no final, saindo do trilho principal durante trezentos metros, acede-se a um miradouro a que chamam La Ventana – a cerca de 1600 metros de altura, o suficiente para se ver toda a paisagem até além do golfo.

 

Chegámos depois a uma confluência de vários trilhos, uma área ampla desbastada em estão colocados bancos e mesas de madeira que nos convidaram a descansar e enganar a fome com algumas barras de cereais. Alegrias-da-casa em tons variados de rosa, do alaranjado ao quase branco, quebravam a hegemonia de verde à nossa volta, onde até os troncos das árvores estavam quase totalmente cobertos de plantas musgosas.

 

Seguimos pelo Sendero Pantanoso, que tem cerca de quilómetro e meio e atravessa a Divisória Continental, inflectindo depois para noroeste. Tal como o próprio nome indica, o caminho passa por uma floresta pantanosa, onde por vezes precisámos de atravessar pequenas pontes de madeira sobre as zonas mais lamacentas. Neste percurso é possível observar magnólias e também podocarpus, a única conífera da Reserva, borboletas e libelinhas, e vários tipos de fungos, que é como quem diz cogumelos, que não tinham de todo o ar de serem comestíveis.

 

Desembocámos no trilho El Río, cujo percurso de também quase dois quilómetros segue ao longo do ribeiro a que dão o nome de Quebrada Cuecha. Já na segunda metade do caminho, um curto desvio levou-nos a uma queda de água, um local tranquilo e solarengo povoado por borboletas. A água desliza em socalcos entre a vegetação densa e forma uma pequena albufeira em tonalidades de azul petróleo, continuando depois o seu curso para leste. De regresso ao trilho, pudemos observar algumas sapotas (Pouteria sapota), árvores de fruto que podem atingir os 25 metros de altura e cuja seiva é um látex que já os índios centro-americanos usavam para mascar há muitos séculos atrás. Na Reserva, estas árvores chamam a atenção principalmente pelas suas enormes raízes em contraforte.

 

Completámos a circunferência de caminhos que rodeiam o parque cerca de quatro horas depois de termos entrado. E como é óbvio, a fome já se fazia sentir. Mas ainda queríamos percorrer outros trilhos, e por isso decidimos almoçar no snack-bar que existe à entrada da Reserva. Pegámos nos tabuleiros e instalámo-nos na varanda de madeira que dá para as traseiras, olhos postos no verde que nos rodeava. Quase no fim da refeição, reparámos num casal jovem que observava atentamente um ponto nas árvores. Apontaram-nos um pássaro verde que praticamente se confundia com as folhas, de tão longe que estava. Entrou em acção o fantástico zoom da nossa câmara fotográfica e conseguimos identificar um tucano esmeralda, cujo bico é menos avantajado do que o dos seus congéneres mas de igual modo inconfundível.

 

Reentrámos no parque e percorremos o trilho Wilford Guindon, que tem o nome de um dos fundadores da Reserva e termina numa ponte suspensa com 100 metros de comprimento construída em metal e pintada de vermelho, de onde mais uma vez nos foi oferecida uma belíssima panorâmica do copado de Monteverde. Regressámos pelo trilho El Camino onde, quase no fim do percurso, conseguimos fotografar um exemplar do nosso amigo “ferrugento” passeando calmamente atrás de uns arbustos.


Após quase seis horas de passeio na Reserva, o cansaço já pesava e decidimos dar por finda a visita. Não tivemos coragem para regressar a Santa Elena apelos nossos próprios meios, e lá embarcámos novamente no mesmo autocarro amarelo conduzido pelo mesmo motorista – pelos vistos o único a fazer aquele percurso ao longo de todo o dia, todos os dias.

 

Depois de um longo descanso, ao final tarde saímos para mais um passeio a pé pelos arredores de Santa Elena e algumas compras. Já fora da localidade, na estrada para a Reserva, descobrimos uma loja com objectos artesanais de qualidade, principalmente joalharia e bijutaria, onde comprámos várias ofertas. Atendeu-nos um simpático colombiano, músico nas horas vagas, com quem estivemos um bocado à conversa, trocando ideias sobre a Costa Rica e os nossos países de origem. Falámos sobretudo de música, mostrou-se conhecedor e apreciador dos Madredeus, e recomendou-nos uma etiqueta de música costa-riquenha de qualidade, a Papaya Music.

 

Para jantar elegemos La Pizzeria de Johnny, precisamente na mesma estrada e a cerca de 1 km de Santa Elena. E não poderíamos ter escolhido melhor. Ambiente agradável e informal, com paredes envidraçadas dando para um jardim tropical. O menu é italiano, como o nome indica, e o pessoal extremamente atencioso e rápido. Aconselharam-nos a provar sumo de “guanávano”, que é simplesmente o sumo mais delicioso que já bebi e que a partir daí ganhou lugar cativo nas minhas refeições, sempre que possível. Recentemente tentei saber qual será o nome que damos a esse fruto e creio que é graviola, mas ainda não provei o sumo para poder confirmar. A comida estava excelente, e todos estes factores contribuíram para que o jantar fosse um dos melhores de toda a nossa viagem.

 

 

Diário de uma viagem à Costa Rica VII

Dia 7

 

As coordenadas geográficas da Costa Rica são 10 00 N, 84 00 O, sensivelmente a meio entre o Equador e o Trópico de Câncer. Isto significa que o sol se levanta cedo; às 6 da manhã é dia claro e as ruas já fervilham de actividade.

 

Em busca do desjejum, encontrámos na rua principal de Santa Elena, quase em frente ao terminal dos autocarros, uma padaria tipo self-service – que viemos depois a descobrir ser um tipo de estabelecimento muito comum na Costa Rica. A Panadería Giménez é um local simples mas limpo, onde o aroma de café e bolos acabados de cozer enche o ar. Os pães, croissants e pastéis variados estão expostos em vitrinas, de onde nos servimos, e há sumos, iogurtes, leite e café à escolha. Sentados a uma das mesas, saboreámos os nossos folhados com recheio de fruta enquanto observávamos através das montras o movimento na rua, já intenso apesar da hora matutina.

 

Às 7.15 partimos de minibus com destino ao parque Sky Adventures, a meio caminho entre Santa Elena e a reserva que tem o mesmo nome. A nossa visita tinha sido marcada na véspera e às 8 em ponto juntámo-nos ao Diego, o jovem que nos serviu de guia durante o nosso passeio pelo parque. 

A visita começou por um percurso de 2,5 km a pé através da floresta, para observarmos a fauna e a flora típicas, a que dão o nome de SkyWalk. Alternando com caminhos de terra batida, um sistema de 5 pontes suspensas sobre o “copado” brinda-nos com perspectivas singulares do bosque, só aconselháveis a quem não tenha vertigens. A ponte mais longa tem 300 metros de comprimento, e a mais alta está situada a 49 metros do chão. São pontes metálicas suspensas de cabos de aço, em que o piso é uma rede metálica através da qual vemos a vegetação que cresce lá em baixo, por vezes mesmo muito lá em baixo, uma espécie de colchão verde que ondula ao sabor da brisa constante. 

 

Durante o nosso passeio de duas horas o Diego foi mostrando a flora típica da região e apontando alguns pássaros desconhecidos para nós, enquanto nos ensinava a distinguir o seu canto. A um deles pusemos imediatamente a alcunha de “ferrugento” devido aos sons que emite, a fazerem lembrar pontes de metal a rangerem com o vento. É um passarinho cinzento com patas e bico laranja, mas até hoje ainda não consegui descobrir o nome dele, mesmo depois de horas de pesquisa na internet. Para nós ficou o “ferrugento”, e irei sempre associar o seu canto aos nossos passeios em Monteverde. Vimos pássaros com as mais variadas cores: amarelos e brancos, vermelhos e pretos, azuis turquesa, verdes; alguns eram quase minúsculos e voavam constantemente de um lado para o outro, outros deixavam-se observar mas só dificilmente fotografar. Vimos inclusivamente uma pava negra, ave considerada em perigo de extinção e que é caracterizada pela sua cor quase uniforme, com face azul e pernas e olhos vermelhos. 

 

As nuvens que envolvem a floresta nebulosa de Monteverde depositam água sobre as folhas e troncos e permitem a proliferação das plantas epífitas, ou seja, plantas que crescem sobre outras, sendo estas últimas geralmente árvores. Ao contrário das plantas parasitas, que se alimentam da hospedeira, as epífitas alimentam-se da água e dos nutrientes que a omnipresente neblina transporta e nela deposita. Em Monteverde há pelo menos 878 espécies de epífitas, e grande parte das orquídeas e bromeliáceas que vimos são deste tipo. Das mais de 1400 variedades de orquídeas que crescem na Costa Rica, cerca de 500 são encontradas em Monteverde e entre elas contam-se as mais pequenas do mundo. O Diego mostrou-nos ainda as botellitas (“garrafinhas”), umas florinhas cor-de-rosa agrupadas em cachos e cuja forma faz jus ao nome, e as lábios-de-noiva (que também são chamadas de lábios-de-p---), de um vermelho escuro sugestivo.

 

Após o passeio tivemos algum tempo livre antes da actividade seguinte, que aproveitámos para fazer uma refeição leve no snack-bar do complexo e visitar a loja de souvenirs. Depois demos uma volta pelo jardim, o que nos permitiu observar mais alguns colibris.

 

 

Às onze horas iniciámos a segunda parte da aventura. Ao Diego juntou-se outro jovem guia, Jason, e fomos equipados com arneses à volta das ancas e cintura, e capacete na cabeça. Formámos um grupo com dois casais americanos e mais alguns jovens, e cada um de nós teve direito a carregar com uma poleia metálica e algo pesada. 

A bordo de um teleférico aberto, a que dão o nome de Sky Tram, subimos lentamente até ao início do percurso de rappel, apreciando a floresta de um ponto de vista ainda mais elevado. Depois de chegarmos à primeira plataforma, os guias deram-nos todas as instruções necessárias para podermos deslizar pelos cabos em segurança: como colocar as pernas, o que fazer em caso de paragem, como agir quando algum deles nos fizesse determinado sinal com os braços. 

O percurso Sky Trek é constituído por 11 ziplines com um total de cerca de 3 km de extensão. O cabo mais curto tem 40 metros e o mais comprido 770. Cada linha está firmemente presa nas suas extremidades a plataformas ancoradas a alturas diversas, pelo que os cabos se encontram a entre 20 e 130 metros acima do solo. O sistema é simples: coloca-se a poleia no cabo, prende-se o arnês à poleia, que agarramos com as duas mãos, cruzamos as pernas, e aí vamos nós a deslizar velozmente pelos ares. As primeiras duas linhas são as mais curtas e ao mesmo tempo as menos altas, o que possibilita uma adaptação gradual a esta excitante actividade, dissipando qualquer receio inicial de quem nunca se viu metido nestas andanças. O terceiro cabo tem 250 metros de comprimento e já permite que se aprecie a paisagem e se sinta verdadeiramente a emoção de deslizar por cima das copas das árvores. 

As linhas vão alternando por vezes com curtos trajectos a pé. No início do percurso 7, o mais alto de todos, existe uma torre de observação à qual é necessário trepar. De lá tem-se uma vista fabulosa sobre a floresta. A altura impõe respeito, e os 450 metros de comprimento do cabo também. Mas o ponto mais complicado é a linha 10, com os seus 770 metros de extensão. Colocada a 100 metros de altura, muito acima da vegetação, encontra-se num local particularmente ventoso, o que provoca grandes oscilações no cabo e a consequente dificuldade da poleia em deslizar. Depois de alguns dos elementos do grupo terem atravessado sem dificuldades de maior, ao chegar a minha vez a brisa tinha aumentado de intensidade. A meio do percurso comecei a perder velocidade, até que por fim parei completamente, ainda a uma distância razoável do fim da linha. E ali fiquei eu, suspensa pelas ancas uma centena de metros acima do solo, um simples arnês a ligar-me a um cabo de aço. Tentei não olhar para baixo, mas era virtualmente impossível não me sentir vulnerável naquela situação, e a adrenalina fez o meu coração disparar. Valeu-me o sangue frio e também as instruções do Jason, e lá me virei ao contrário e fiz o resto do percurso impulsionando-me com as mãos no cabo. Dois outros elementos do grupo tiveram também de passar pelo mesmo, até que por fim o vento abrandou. 

Entre os cabos 10 e 11 existe uma ponte suspensa, que nos deu mais uma oportunidade para usufruirmos de uma belíssima panorâmica até ao golfo de Nicoya. Depois descemos o último cabo e regressámos ao vestiário para nos libertarmos do equipamento e reavermos as mochilas. Uma carrinha do parque levou-nos de regresso à Pensión Santa Elena, onde basicamente “desmaiámos” na cama, de tão extenuados que estávamos.

 

O Ranário de Monteverde está aberto até às oito e meia da noite, e por uma razão muito simples: a maioria das rãs expostas só estão activas depois do pôr-do-sol. É portanto esta a melhor altura para visitar aquele espaço e poder de facto observar as quase três dezenas de espécies diferentes de rãs e sapos que ali habitam. 

A entrada ampla tem um café e uma loja de souvenirs, além da recepção. Ao comprarmos o bilhete pedimos um guia, e não tivemos de esperar muito tempo até que apareceu o Genaro, muito jovem (ou assim parecia) e muito comunicativo. Emprestaram-nos lanternas, imprescindíveis para vermos o caminho depois de entrarmos no ranário, que estava quase completamente às escuras. 

Cada espécie de rã (normalmente mais do que um exemplar) está instalada dentro de uma grande vitrina, cujo interior simula tão aproximadamente quanto possível o habitat natural dos respectivos ocupantes. Com a ajuda dos focos das lanternas e da experiência do Genaro, fomos observando rãzinha após rãzinha, enquanto ele nos explicava algumas particularidades de cada uma delas. Reencontrámos a nossa velha “amiga” blue jeans e conhecemos uma sua “parente”, também tóxica, mas que apresenta a cor verde onde a blue jeans é azul – prosaicamente nomeada rã verde e vermelha ou, taxonomicamente, Dendrobates granuliferus. Diferente mas igualmente tóxica é a Dendrobates auratus, uma rã pequena com riscas verdes e pretas que, por ser diurna, se encontrava aninhada entre as folhas de uma pequena planta, tentando descansar – suspeito que sem grande sucesso. Vimos também a rã de vidro de Fleischmann, tão transparente que é possível distinguir o seu minúsculo coração a bater, e a minha preferida, a rã arborícola de olhos vermelhos (Agalychnis callidryas), cujas cores fazem lembrar um quadro de Mondrian. Apesar dos seus salientes olhos vermelhos, tem um ar simpático e talvez por isso é a rã que mais vezes aparece reproduzida nos postais da Costa Rica (e provavelmente a mais fotografada do mundo). 

 


Como bónus, tivemos ainda a oportunidade de observar um juanpalo (Calynda bicuspis), um insecto que imita um pequeno galho de árvore de forma tão perfeita que só olhando atentamente se consegue distinguir onde termina o bicho e começa a planta. Para nós a tarefa foi mais fácil porque ele estava em movimento, mas verdade seja dita que só demos por ele porque alguém lhe apontava o foco da lanterna. 

O ranário é sem dúvida um dos locais a não perder em Monteverde, pelo menos para quem gosta de ver este tipo de animais e conhecer algo mais sobre eles. O facto de a visita ser nocturna e as instalações mantidas na escuridão torna-nos mais sensíveis ao ambiente morno e húmido que nos rodeia, aos sons dos animais (presumimos que a maioria seria proveniente de gravação), ao cheiro a floresta. Uma experiência invulgar e cheia de encanto.

 

Para jantar escolhemos um local no centro de Santa Elena, a Pizzaria Express 645. Preços em conta, decoração rústica habitual, comida assim-assim e ambiente impessoal – um restaurante normalíssimo e sem nada de particularmente memorável.